- A Climate Central aponta que 97 de 104 jogos da Copa do Mundo de 2026 podem ocorrer em temperaturas que prejudicam o desempenho dos atletas.
- O índice de estresse térmico considerado relevante é o WBGT; quando atinge 26°C, recomenda-se pausas de resfriamento, e acima de 28°C as condições são consideradas inseguras para prática esportiva.
- A FIFA introduziu duas pausas obrigatórias para hidratação por jogo: aos 22 minutos do primeiro tempo e aos 22 minutos do segundo tempo, cada uma com três minutos de duração.
- A edição de 2026 acontece entre junho e julho, em 16 cidades dos Estados Unidos, México e Canadá, com algumas sedes mais quentes e úmidas que outras.
- A final, prevista para 19 de julho em Nova Jersey, tem cerca de 47% de chance de ocorrer sob condições que podem impactar o rendimento dos jogadores.
Na Copa do Mundo de 2026, o calor extremo aparece como um adversário extra para os atletas. Estudo do Climate Central aponta que 97 dos 104 jogos podem ocorrer em temperaturas que afetam o desempenho. O torneio ocorre entre junho e julho, no verão do Hemisfério Norte.
A competição reúne 16 cidades nos Estados Unidos, México e Canadá, com variações climáticas entre as sedes. Regiões quentes e úmidas como Miami, Dallas e Monterrey elevam a pressão térmica sobre jogadores e torcedores ao ar livre.
Medidas inéditas e calendário
A FIFA instituiu duas pausas obrigatórias de hidratação, aos 22 minutos de cada tempo, com duração de três minutos. O tempo parado será somado aos acréscimos, mantendo o ritmo da partida.
Ao pressionar pela saúde, as pausas também permitem ajustes táticos durante o jogo, segundo o protocolo oficial do Mundial de 2026. Em estádios com refrigeração, as interrupções podem ser menos impactantes; porém, 11 das arenas desfilam ao ar livre.
Quais cidades enfrentam maior risco
Dados indicam que 97 jogos podem ocorrer em condições de calor que comprometam o rendimento. Em 49 partidas, a chance supera 50%. Em 26 confrontos, houve aumento de mais de 10 pontos percentuais na probabilidade de calor intenso.
Outras fontes associadas indicam que 26 partidas devem ter WBGT igual ou superior a 26°C, limite acima do qual pausas para resfriamento são recomendadas pela FIFPRO. A FIFA admite intervenções acima de 32°C de WBGT.
WBGT e barreiras ao desempenho
O índice WBGT considera temperatura, umidade, radiação solar e vento para indicar o estresse térmico. A FIFPRO recomenda pausas a partir de 26°C e defende adiamento a partir de 28°C. A FIFA mantém regras mais flexíveis, com opções de suspensão acima de 32°C.
Entre as partidas previstas, 17 ocorrerão em estádios com sistema de refrigeração. As demais serão disputadas em arenas abertas, onde a umidade amplia o desafio térmico para jogadores.
Impactos no rendimento dos atletas
Especialistas destacam que o calor reduz distâncias percorridas, diminui arrancadas e atrasa o ritmo de jogo. O organismo precisa equilibrar energia e controle de temperatura, o que se torna mais difícil com suor não evaporando eficientemente.
A umidade intensifica esse problema, dificultando a dissipação do calor. Em ambientes quentes, o corpo prioriza o resfriamento, o que pode comprometer o desempenho físico ao longo dos 90 minutos.
Risco para torcedores e medidas de prevenção
Além dos jogadores, torcedores em fan fests e áreas externas ficam expostos a altas temperaturas. Medidas de prevenção incluem hidratação, sombra e atenção aos sinais de exaustão. A infraestrutura de estádios e áreas públicas é determinante para a segurança.
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