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Justiça afasta Pedrinho da liderança da SAF do Vasco

Justiça afasta Pedrinho da SAF do Vasco, nomeia interventora e aponta governança irregular; patrimônio líquido negativo

Juíza Caroline Fonseca nomeia interventora para administrar sociedade anônima vascaína; ex-jogador continua presidente do associativo
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  • A Justiça do Rio afastou Pedrinho do comando da SAF do Vasco; ele permanece presidente do associativo, mas sem poder no futebol.
  • A interventora nomeada é Samantha Longo, ex-diretora jurídica da CBF, indicada pela juíza Caroline Fonseca.
  • A ação envolve a 777 Partners, que detém as ações da SAF, e aponta descumprimento de pedidos de documentação ao Conselho Fiscal.
  • O parecer do Conselho Fiscal aponta governança com falhas e a SAF continua com patrimônio líquido negativo, mesmo em recuperação judicial.
  • A decisão cita alegações de práticas coercitivas na contratação de atletas, incluindo relatos de coerção de Jean David, conforme entrevista ao La Tercera; o Vasco nega as acusações.

A Justiça do Rio afastou Pedrinho do comando da SAF do Vasco nesta terça-feira, 23. Ele deixa de ter poder no futebol, enquanto permanece presidente do associativo. A decisão envolve a interventora designada pela juíza Caroline Fonseca. A SAF continua como acionista majoritária do clube, mas com governança sob mudança.

A juíza atendeu a pedido da 777 Carioca, unidade do grupo 777 Partners, atual controlador das ações da SAF até maio de 2024. A intervenção visa acompanhar a gestão e exigir prestação de contas ao Conselho Fiscal. A tramitação envolve a continuidade da recuperação judicial do clube.

Pedrinho e outros membros do Conselho da SAF foram afastados. A advogada Samantha Longo, ex-diretora jurídica da CBF, assume como interventora, conforme determinação da magistrada. O objetivo é reorganizar práticas de governança e transparência.

Motivos da decisão

Fontes da decisão apontaram descumprimento de pedidos de fornecimento de documentos ao Conselho Fiscal. O parecer aponta um patrimônio líquido negativo de 647 milhões de reais, mesmo com o Vasco em recuperação judicial. A falta de um diretor financeiro formal também teria contribuído para o cenário.

A juíza citou ainda relatos de práticas coercitivas na contratação de atletas. Segundo informações compiladas pela defesa de 777, houve coerção para pagamento de comissões. Em resposta, o Vasco sustenta que as acusações são infundadas e ressalta o andamento de negociações e contratos.

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