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Justiça afasta Pedrinho do Vasco e determina intervenção na gestão

Interventora judicial assume gestão do Vasco após o afastamento de Pedrinho, com parecer do Conselho Fiscal apontando falhas de governança e coação em contratações

Pedrinho é o presidente do Club de Regatas Vasco da Gama - (crédito: Foto: Dikran Sahagian/Vasco)
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  • A presidente Pedrinho foi afastado das funções na Vasco SAF pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, atendendo a pedido da 777 Carioca.
  • Samantha Longo foi nomeada interventora judicial para conduzir a transição, com prazo de 60 dias para restabelecer governança, transparência e circulação de informações, com relatórios quinzenais.
  • Os conselheiros Christiano Stockler Campos e Felipe Elias também foram afastados do Conselho de Administração da SAF.
  • O afastamento teve base no parecer do Conselho Fiscal, que apontou falhas graves de governança, deficiências nos controles internos e ausência de aprovação formal de atos relevantes, além de relatos de práticas coercitivas na contratação de atletas.
  • O atacante chileno Jean David relatou pressão para pagamento de comissões sob ameaça de não jogar; o Vasco negou irregularidades e informou que abriu investigação interna.

O Pedrinho foi afastado de suas funções na Vasco SAF por decisão judicial, a pedido da 777 Carioca. A medida, servida pela 4ª Vara Empresarial do Rio, baseou-se no parecer do Conselho Fiscal sobre coação e cobrança de comissões de atletas. A interventora judicial assume o controle da transição.

Além de Pedrinho, outros membros passaram a integrar a intervenção: Christiano Stockler Campos e Felipe Elias foram removidos do Conselho de Administração. Samantha Longo, advogada e ex-diretora jurídica da CBF, foi nomeada para comandar, em caráter temporário, a reorganização administrativa da empresa.

A juíza Caroline Fonseca determinou que a interventora atue em 60 dias para restabelecer governança, transparência, prestação de contas e circulação de informações entre os órgãos da companhia. Relatórios quinzenais devem ser apresentados ao Poder Judiciário, segundo a decisão.

Contexto apontado pelo Conselho Fiscal

O parecer do Conselho Fiscal, referente ao balanço de 2025, indicou falhas graves de governança e controles internos, além de limitações à fiscalização interna. A magistrada mencionou ainda a ausência de aprovação formal de atos societários relevantes. A fundamentação cita práticas coercitivas nas contratações de atletas.

O documento também mencionou denúncias de condutas coercitivas envolvendo a contratação de jogadores, utilizadas para pressionar decisões ou pagamentos de comissões. A decisão judicial sinaliza a necessidade de apurar tais irregularidades com rigor e ampliar a supervisão do processo de governança.

Relato de jogador chileno

Jean David, atacante que atuou pelo Vasco, revelou dificuldade nos bastidores de negociações envolvendo comissões. Segundo ele, haveria pressão para o pagamento de % a terceiros sob ameaça de não participar de partidas. O alegado esquema teria relação com contatos entre Vasco e outros clubes.

A direção do Vasco negou irregularidades nos processos de mercado e informou ter aberto investigação interna para apurar as declarações do jogador. O caso permanece sob supervisão quinzenal da Justiça do Rio de Janeiro, com a expectativa de esclarecer responsabilidades.

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