- A Escócia retorna à Copa do Mundo após 28 anos, participa do Grupo C e joga contra o Brasil em Miami na última rodada.
- Em Copas, a Escócia já disputou nove edições; nos quatro encontros contra o Brasil, ainda não venceu.
- O Metrópoles entrevistou a diplomata escocesa Cara Garven, que comenta o vínculo do país com o futebol e as expectativas para 2026.
- Brasil e Escócia já se enfrentaram em mundiais quatro vezes, com vitórias brasileiras em três oportunidades e um empate; a Escócia busca a primeira vitória.
- A pressão positiva em Edimburgo e entre torcedores, aliados ao talento de jogadores como McGinn, Robertson, Gilmour e McTominay, alimenta a esperança de classificação.
A Escócia enfrenta o Brasil nesta quarta-feira (24/6), em Miami, pela última rodada do Grupo C da Copa do Mundo 2026. A seleção escocesa busca a classificação, após retornar ao torneio 28 anos após a sua última participação em 1998. Em campo, a equipe sue de histórico de confrontos contra o Brasil não conquistou vitórias em Copas.
A relação entre a Escócia e o futebol é apresentada como histórica e comunitária. Em entrevista concedida ao Metrópoles, a diplomata Cara Garven, que atua na Embaixada do Reino Unido no Brasil, descreve o futebol escocês como parte central da identidade do país, cultivado desde as ruas e parques, com formação de talentos locais.
Garven ressalta a emoção do retorno à Copa do Mundo e o entusiasmo que toma o país, com torcedores promovendo festas nas ruas de Boston. A diplomata lembra ainda as dificuldades enfrentadas pela equipe recentemente, mas mantém a confiança na possibilidade de surpreender o Brasil, mesmo reconhecendo o potencial do adversário.
No histórico de Copas, a Escócia já disputou nove edições, sem vencer o Brasil em partidas de Mundial. Segundo a diplomata, o Brasil é visto com grande respeito pelos escoceses, que mantêm a esperança de realizar um desempenho sólido diante da seleção brasileira.
Além do contexto esportivo, a entrevista aborda a paixão local pelo futebol, evidenciada pela rivalidade histórica entre Rangers e Celtic, conhecida como Old Firm, que simboliza a força do futebol na Escócia e o pulso competitivo do país.
Quanto às perspectivas para a Copa de 2026, Garven destaca jogadores em destaque por clubes europeus, como John McGinn, Andy Robertson, Billy Gilmour e Scott McTominay, que ajudam a elevar as expectativas. A diplomata aponta que a coesão do grupo e o tempo de convivência entre os atletas fortalecem a confiança da equipe na competição.
Sobre as relações entre Brasil e Escócia fora dos campos, a interlocutora enfatiza a relação estratégica entre Brasil e Reino Unido, com diálogo bilateral robusto e parcerias que envolvem diversos setores. Garven cita o apreço brasileiro pelo whisky escocês como parte dos laços culturais entre os dois países.
No que diz respeito ao clima de Copa no país, a diplomata compara o ambiente entre Brasil e Escócia, destacando o papel da torcida, viagens em grupos e a atmosfera festiva que envolve as partidas, inclusive com feriados reconhecidos pelo governo escocês após jogos importantes.
Quando questionada sobre eventuais torcidas secundárias, Garven aponta que, apesar da rivalidade com a Inglaterra, muitos escoceses manteriam o apoio ao Brasil em caso de decisão entre as seleções, reforçando a característica cultural de admiração pelo futebol brasileiro.
Sobre o confronto específico contra o Brasil, Garven afirma que um empate seria bem-vindo, mas uma vitória seria ainda melhor para a Escócia, deixando claro o nervosismo comum entre as torcidas para o duelo.
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