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Lesões comuns em futebol: por que se machucam os jogadores

Lesões musculares lideram as estatísticas no futebol atual, com excesso de partidas, recuperação curta e viagens elevando o tempo de retorno

Neymar sente o tornozelo direito durante partida contra a Sérvia na Copa do Mundo do Catar, em 2022
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  • Lesões musculares são as mais comuns entre jogadores, indo de estiramento leve a ruptura parcial ou completa; na seleção brasileira, Wesley já está fora da Copa por lesão na coxa esquerda, e Raphinha e Neymar também seguem acometidos por problemas musculares.
  • Fatores de risco incluem excesso de partidas, pouco tempo de recuperação, viagens frequentes, calor intenso e pressão por resultados.
  • O ligamento cruzado anterior (LCA) é outra lesão frequente; quando rompe, geralmente exige cirurgia e longos períodos de recuperação, entre seis meses e um ano.
  • Rodrygo já sofreu ruptura do LCA com lesão no menisco em março, o que o afastou da Copa e de parte de 2026.
  • O futebol moderno é mais intenso, com deslocamentos entre Estados Unidos, México e Canadá que aumentam o desgaste físico e o risco de lesões.

Era noite de sábado, 6 de junho, quando a seleção brasileira enfrentou o Egito em amistoso preparatório para a Copa do Mundo. Aos 15 minutos do primeiro tempo, Wesley pediu substituição após lesão no músculo adutor da coxa esquerda, tornando-se fora da competição. Éderson entrou em campo para substituí-lo.

Raphinha sofreu nova contusão na parte posterior da coxa direita contra a Haiti e desfalca o jogo contra a Escócia. Neymar continua em recuperação de lesão muscular na panturrilha direita desde 17 de maio, afastado de confrontos recentes e com presença incerta diante dos escoceses. Todos os casos são de lesões musculares, problema recorrente no futebol moderno.

Contexto e impacto

Especialistas apontam que a frequência dessas lesões aumenta com excesso de partidas, curto intervalo entre jogos, viagens e calor intenso. A Copa do Mundo, ainda que curta, exige alta performance com períodos de recuperação menores do que o ideal.

Moisés Cohen, presidente do Comitê Médico Esportivo da FPF, destaca que o futebol atual combina maior intensidade e demanda física, elevando o risco de lesões musculares. O deslocamento entre sede nos Estados Unidos, México e Canadá também contribui para desgaste.

Tipos de lesões e consequências

As lesões musculares aparecem quando as fibras são submetidas a cargas superiores às suportadas. Elas variam de estiramento leve a ruptura parcial ou total, classificadas em graus 1 a 3, com graus mais graves exigindo recuperação mais longa.

O LCA, ligamento cruzado anterior, figura entre os problemas mais comuns após musculares. Mudanças rápidas de direção, giros e aterrissagens costumam provocar esse tipo de lesão, que pode exigir cirurgia e meses de recuperação.

Rodrygo sofreu ruptura do LCA associada a lesão no menisco em março, no Real Madrid, afastando-o da Copa e de grande parte de 2026. Estêvão também já teve lesão no bíceps da coxa durante partida pela liga inglesa.

Observação médica

Profissionais ressaltam que o atendimento imediato durante treinamentos e jogos é essencial para proteger a área lesionada. Recuperação envolve restauração de força, estabilidade e coordenação, com retorno gradual ao esporte.

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