- Um tribunal do distrito de Columbia, nos EUA, decidiu que a seleção espanhola e a Real Federação Espanhola de Futebol não são ativos passíveis de embargo, sendo considerados entes jurídicos independentes do Estado.
- A decisão, proferida pelo juiz John D. Bates, ocorreu no contexto de ações de credores ligados a cortes de indenizações por prêmios de renováveis.
- O juiz mandou Blasket Renewables Investments e demais requerentes ajustarem as petições para excluir dados financeiros privados da federação e do Banco de Espanha.
- Foi considerado irrelevante o acesso a informações sobre formas de financiamento, relações comerciais e pagamentos usados para custear a participação da seleção no Mundial.
- Os créditos buscam cobrar parte das indenizações de cerca de 1,7 bilhão de euros, em ações movidas em várias jurisdições, incluindo os Estados Unidos.
Um juiz dos EUA salvaguardou a Seleção Espanhola de possíveis embargos relacionados a dívidas de renováveis. A decisão impede a penhora de ativos da Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e da seleção nacional, considerados entidades jurídicas independentes, não “alter egos” do Estado.
O tribunal de Distrito de Columbia, sob John D. Bates, determinou que a RFEF e a seleção não podem ser alvo de embargo, mesmo diante de investidas de credores liderados pela Blasket Renewables Investments. A ação busca assegurar parte de indenizações de arbitragem.
A relação entre as partes foi questionada por exigir informações sobre financiamento, contratos e pagamentos que sustentam a participação no Mundial 2026, realizado nos EUA, México e Canadá. O magistrado entendeu que dados financeiros privados não devem constar nos pedidos.
A decisão também ordena que Blasket revise as solicitações, excluindo informações financeiras confidenciais da federação e do Banco de Espanha. A arena judicial internacional tem avançado, com outros casos em múltiplas jurisdições buscando compensações de cerca de 1,7 bilhão de euros.
Deste modo, na prática, a Corte reconhece a independência da entidade esportiva frente a ações de penhora ligadas a controvérsias setoriais. A matéria está ligada a uma sequência de litígios travados na justiça americana desde 2024.
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