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Bangladesh conquista fãs torcendo por Argentina e Brasil no Mundial

Bangladesh, com mais de 170 milhões, sustenta paixão de décadas por Argentina e Brasil, conectando a diaspora à herança esportiva sul-americana

Fans gather in Dhaka to watch Argentina’s opening match at the 2026 World Cup.
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  • Bangladesh, com mais de cento e setenta milhões de habitantes e sua diáspora, apoia há décadas Brasil e Argentina no futebol.
  • A paixão se estende a Dhaka e a comunidades como Paterson, em New Jersey, onde festas e encontros em casa viraram tradição.
  • A ligação começou nos anos setenta e oitenta, quando Pelé se tornou ícone mundial e os brasilienses inspiraram a população local.
  • O Mundial de 1986 ajudou a consolidar esse laço, com Argentina e Brasil encantando o público e Maradona ficando marcado pela “mão de Deus”.
  • A torcida é vista como ponte com a história e a identidade Bangladeshi Americanas, que promovem watch parties, clubes e memórias do passado.

O interesse de Bangladesh por Argentina e Brasil vai além do campo de futebol. A nação com mais de 170 milhões de habitantes e sua diáspora mantêm uma ligação histórica com os dois gigantes sul-americanos, que remonta aos anos 1970 e 1980, quando o esporte serviu como ponte cultural em meio a transformações políticas e sociais.

A história envolve comunidades que assistiam aos jogos em casas comuns, com aparelhos simples, ligadas a geradores ou baterias. Ao mesmo tempo, o futebol servia como espaço de identidade e orgulho nacional, especialmente em momentos de dificuldades econômicas e de restrições políticas no país.

Raízes históricas e culturais

Entre os que viveram no Bangladeche nos anos 70 e 80, o brasileiro Pelé era uma referência de superação, associada à trajetória de um país que emergia como nação independente. A influência de Pelé ajudou a consolidar a admiração por Brasil, repetida em relatos de famílias que acompanharam as Copas pela primeira vez em transmissão estatal.

A relação entre Argentina e Brasil e a comunidade bengali ganhou contornos de memória coletiva durante o período de martial law no país. Em relatos de jornalistas e ativistas, o futebol foi descrito como uma forma de escape e de resistência, com encontros comunitários acompanhando as partidas mesmo sob vigilância.

Atualização na diáspora e no Brasil x Argentina

Com o passar das décadas, a conexão permaneceu entre imigrantes e descendentes que vivem nos Estados Unidos, Canadá e demais países, mantendo partidas sociais e celebrações durante Copas do Mundo. Em cidades como Hatfield e Long Island, o apoio a Brasil e a Argentina se mantém estável entre diferentes gerações, mesmo entre quem não viu os próprios jogadores ao vivo.

Partidos e encontros costumam reunir centenas de pessoas em eventos domésticos, com familiares vestindo as cores das seleções favoritas. A presença de torcedores que cresceram acompanhando as Copas no exterior cria um elo entre a cultura bengali e o futebol sul-americano, reforçando um sentimento de pertencimento e de memória coletiva.

Perspectivas e participação local

Entre membros da comunidade Bangladeshi American Soccer League, a paixão por Argentina e Brasil permanece como expressão de identidade. Alguns torcedores mostram preferência por uma seleção e, ao mesmo tempo, apoiam a outra em eventos específicos. A participação em atividades envolvendo futebol fortalece laços entre famílias, amigos e vizinhos, conectando histórias de origem com a vida em solo estrangeiro.

A influência histórica se reflete também no dia a dia, com habitantes pintando casas com as cores de suas seleções favoritas ou decorando fachadas com referências ao futebol. Em encontros familiares, o futebol é apresentado como parte da herança cultural que aproxima as gerações.

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