- Bangladesh, com mais de cento e setenta milhões de habitantes e sua diáspora, apoia há décadas Brasil e Argentina no futebol.
- A paixão se estende a Dhaka e a comunidades como Paterson, em New Jersey, onde festas e encontros em casa viraram tradição.
- A ligação começou nos anos setenta e oitenta, quando Pelé se tornou ícone mundial e os brasilienses inspiraram a população local.
- O Mundial de 1986 ajudou a consolidar esse laço, com Argentina e Brasil encantando o público e Maradona ficando marcado pela “mão de Deus”.
- A torcida é vista como ponte com a história e a identidade Bangladeshi Americanas, que promovem watch parties, clubes e memórias do passado.
O interesse de Bangladesh por Argentina e Brasil vai além do campo de futebol. A nação com mais de 170 milhões de habitantes e sua diáspora mantêm uma ligação histórica com os dois gigantes sul-americanos, que remonta aos anos 1970 e 1980, quando o esporte serviu como ponte cultural em meio a transformações políticas e sociais.
A história envolve comunidades que assistiam aos jogos em casas comuns, com aparelhos simples, ligadas a geradores ou baterias. Ao mesmo tempo, o futebol servia como espaço de identidade e orgulho nacional, especialmente em momentos de dificuldades econômicas e de restrições políticas no país.
Raízes históricas e culturais
Entre os que viveram no Bangladeche nos anos 70 e 80, o brasileiro Pelé era uma referência de superação, associada à trajetória de um país que emergia como nação independente. A influência de Pelé ajudou a consolidar a admiração por Brasil, repetida em relatos de famílias que acompanharam as Copas pela primeira vez em transmissão estatal.
A relação entre Argentina e Brasil e a comunidade bengali ganhou contornos de memória coletiva durante o período de martial law no país. Em relatos de jornalistas e ativistas, o futebol foi descrito como uma forma de escape e de resistência, com encontros comunitários acompanhando as partidas mesmo sob vigilância.
Atualização na diáspora e no Brasil x Argentina
Com o passar das décadas, a conexão permaneceu entre imigrantes e descendentes que vivem nos Estados Unidos, Canadá e demais países, mantendo partidas sociais e celebrações durante Copas do Mundo. Em cidades como Hatfield e Long Island, o apoio a Brasil e a Argentina se mantém estável entre diferentes gerações, mesmo entre quem não viu os próprios jogadores ao vivo.
Partidos e encontros costumam reunir centenas de pessoas em eventos domésticos, com familiares vestindo as cores das seleções favoritas. A presença de torcedores que cresceram acompanhando as Copas no exterior cria um elo entre a cultura bengali e o futebol sul-americano, reforçando um sentimento de pertencimento e de memória coletiva.
Perspectivas e participação local
Entre membros da comunidade Bangladeshi American Soccer League, a paixão por Argentina e Brasil permanece como expressão de identidade. Alguns torcedores mostram preferência por uma seleção e, ao mesmo tempo, apoiam a outra em eventos específicos. A participação em atividades envolvendo futebol fortalece laços entre famílias, amigos e vizinhos, conectando histórias de origem com a vida em solo estrangeiro.
A influência histórica se reflete também no dia a dia, com habitantes pintando casas com as cores de suas seleções favoritas ou decorando fachadas com referências ao futebol. Em encontros familiares, o futebol é apresentado como parte da herança cultural que aproxima as gerações.
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