- Em onze de agosto de mil novecentos e setenta e nove, o Pakhtakor viajou a Minsk para enfrentar o Dinamo Minsk no campeonato soviético, e 17 integrantes do elenco e da comissão técnica morreram no acidente.
- A colisão ocorreu entre dois aviões civis sobre a vila de Kurylivka, na Ucrânia, ceifando a vida de 178 pessoas a bordo, dos quais 17 eram do Pakhtakor.
- A tragédia é descrita como a pior da história esportiva soviética e teve grande impacto no futebol do Uzbequistão, interrompendo aspirações de competições europeias.
- Tulagan Isakov, craque do time, escapou de viajar naquela ocasião, mas faleceu em mil novecento e vinte e cinco. Ele só soube no futuro da derrota dos companheiros e mais tarde manteve vínculos com o futebol uzbeque.
- Anos depois, o Uzbequistão conquistou a sua primeira vaga em uma Copa do Mundo. O Pakhtakor continua a preservar a memória do grupo com torneios memorial e homenagens anuais.
Na manhã de 11 de agosto de 1979, o Pakhtakor FC embarcou em voo para Minsk, visando jogo pelo Campeonato Soviético. A viagem foi interrompida por uma colisão entre dois aviões civis sobre Kurylivka, na Ucrânia, ceifando 178 pessoas, incluindo 17 integrantes do elenco.
A tragédia é lembrada como a pior catástrofe esportiva da era soviética, impactando profundamente o futebol uzbeque. O time, então protagonista do Uzbequistão na Liga Soviética, vinha de quatro vitórias seguidas e contava com jogadores internacionais da URSS.
Entre os mortos estavam jogadores, membros da comissão técnica e staff, deixando oito nomes enterrados em locais diferentes. Cinco corpos foram sepultados em Tashkent; os demais retornaram às famílias.
Mudança de tema: quem escapou e quem partiu laterais da história
Alguns presentes no dia anterior ao desastre evitam a tragédia. Entre eles, o goleiro Aleksandr Yanovskiy, que viajou apenas no dia anterior, e o treinador Berador Aburaimov, que não foi ao voo. Outros permaneceram com funções administrativas.
Tulagan Isakov, astro da equipe, sobreviveu ao episódio de forma indireta. O atacante, afastado pela lesão anterior, acabou nunca mais atuando no futebol pelo trauma causado. Posteriormente, exerceu cargos no Uzbequistão e permaneceu ligado ao futebol.
Legado e memória
O acidente deixou uma geração inteira de jogadores de alto nível ausente do cenário competitivo. Em 1992, o Pakhtakor venceu pela primeira vez o futebol no Uzbequistão, com filhos de pais que perderam colegas no acidente compondo parte da equipe.
O clube mantém lembranças anuais do desastre, com torneios e homenagens que envolvem veteranos de várias equipes. A memória do Pakhtakor persiste como símbolo de resiliência no esporte local.
Conexão com o cenário atual
Quatro atletas do Pakhtakor integraram a seleção que disputou a Copa do Mundo pela primeira vez desde a independência. Hoje, a nação celebra o feito histórico, ao mesmo tempo em que reconhece o impacto da geração perdida em 1979.
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