- Vários torcedores que compraram ingressos pela StubHub foram avisados de que os bilhetes não existiam, dias ou horas antes das partidas.
- A disputa envolve falhas no aplicativo de bilhetes lançado pela Fifa perto do torneio, além de questões de transferência entre StubHub e plataformas oficiais.
- A StubHub afirma que o problema é de transferência de ingressos, não de bilhetes, e recomenda contato com suporte especializado; a Fifa aponta a plataforma oficial FIFA.com/tickets como garantia de validade e entrega.
- Recomenda-se exigir ingressos de substituição, não aceitar apenas o reembolso, e, se necessário, registrar reclamação formal junto à Federal Trade Commission (FTC) ou ao procurador-geral do estado; em outros países, procure o regulador de consumo local.
- Em caso de impasse, pode haver vias de arbitragem obrigatória contratual ou ações coletivas; advogados sugerem comprar ingressos diretamente da Fifa ou da casa do evento no futuro para evitar problemas.
A indisponibilidade de ingressos para a Copa do Mundo, vendidos por meio do marketplace StubHub, tem deixado fãs frustrados nos EUA e em outros países. Em dias ou horas de antecedência, muitos compradores foram avisados de que seus bilhetes não existiam, gerando casos de famílias presas, viagens já custosas e reembolsos difíceis. A situação expõe falhas na proteção aos consumidores nesse tipo de transação.
Advogados especializados apontam histórico de promessas não cumpridas pela plataforma, com estimativas de milhares de torcedores atingidos. A defesa de quem vende ingressos alega que a falha costuma ser atribuída a retiradas de vendedores na última hora, o que, segundo especialistas, nem sempre ocorre.
A StubHub afirma que os problemas são, na prática, de transferência de ingressos, não de bilhetes em si. A empresa atribui parte das falhas a uma nova aplicação de bilheteria da Fifa lançada antes do torneio, que apresentou falhas de desempenho que afetaram transferências em plataformas de revenda, não apenas na StubHub.
A Fifa sustenta que os ingressos adquiridos pelas plataformas oficiais, como o FIFA.com/tickets, são os canais oficiais de venda e garantia de validade e entrega. Segundo a entidade, o uso de plataformas oficiais reduz o risco de bilhetes inválidos.
Profissionais de defesa do consumidor indicam caminhos para tentar reaver valores ou chegar aos jogos. Entre as opções, insistir junto ao atendimento ao cliente, solicitar substituição de ingressos e escalar o atendimento a gerentes, quando necessário. Também sugerem registrar reclamações formais junto a órgãos reguladores, como a FTC, nos EUA, e autoridades estaduais.
Especialistas ressaltam que o programa de garantia da StubHub, o FanProtect, pode não oferecer substituição equivalente em termos de localização de assentos, pois a comparação é feita pelo preço pago, não pela posição no estádio. Em muitos casos, o ingresso substituto tem menos valor de setor ou distância do gramado.
Quem não quiser acompanhar o jogo pode contestar cobranças com o cartão de crédito, segundo orientações divulgadas por defensores do consumidor. Além disso, há dispositivos legais que estimulam a fiscalização de prática de revenda de ingressos e possíveis reformas regulatórias.
Como medidas adicionais, a imprensa ouviu advogados e analistas sobre ações futuras, incluindo a possibilidade de mudanças na arbitragem artificial prevista em contratos de compra. Há debate sobre propostas para aumentar opções de acesso ao judiciário em casos de cobrança indevida.
Para quem busca soluções, algumas recomendações são evitar comprar apenas por meio de revendedores e priorizar ingressos comprados diretamente pela Fifa ou pela casa onde ocorrerá o evento. O foco é reduzir riscos de bilhetes não confirmados e facilitar o atendimento em situações de falha.
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