- O treinador do Irã, Amir Ghalenoei, pediu que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se posicione contra os anfitriões dos EUA, dizendo que o time foi tratado de forma injusta.
- O Irã pode se classificar para as oitavas de final pela primeira vez em caso de resultados favoráveis nas próximas 24 horas, após o empate com o Egito em Seattle em que houve polémica com o VAR.
- Infantino visitou o vestiário iraniano após a estreia contra a Nova Zelândia, mas Ghalenoei afirma que pouco mudou desde o início do torneio.
- Mehdi Taremi criticou a Fifa pela gestão logística, citando a negativa de visto para 11 funcionários e a ausência de parte da delegação durante a fase de grupos.
- A seleção iraniana foi baseada em Tijuana e chegou a Seattle apenas de madrugada, o que prejudicou a preparação física e mental dos jogadores.
Amir Ghalenoei, treinador da seleção do Irã, pediu que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, se posicione diante do que chamou de tratamento inadequado por parte dos anfitriões. O técnico afirmou que o Irã foi “muito injustiçado” durante o Mundial de 2026.
A cobrança vem após o Irã empatar de forma dramática com o Egito, em Seattle, no Grupo G. No lance final, Shoja Khalilzadeh teve gol anulado por impedimento e Saeid Ezatolah acertou a trave, mantendo o tabu de resultados desfavoráveis para o país.
Ao comentar o papel da FIFA, Ghalenoei disse que Infantino tem feito o possível, mas que mudanças efetivas não ocorreram desde o início do torneio. O treinador afirmou que o host nation prejudicou a equipe tanto em logística quanto no ambiente de competição.
Mehdi Taremi, capitão do Irã, criticou a condução do evento pela FIFA e destacou a ausência de 11 oficiais seniores com visto negado para entrar nos EUA. O atacante reclamou ainda da logística antes do choque com o grupo, com preocupações sobre a capacidade da delegação de se reorganizar.
Taremi descreveu o Mundial como um desafio contínuo e questionou como a entidade pode resolver problemas desde o início da competição. Segundo ele, o grupo não contava com a equipe de logística no momento adequado, o que impactou a preparação.
O Irã, que precisará de resultados favoráveis nas próximas 24 horas para avançar às oitavas de final, foi baseado em Tijuana, no México, após ser autorizado a trocar de base de treinamento. A equipe foi impedida de permanecer em Seattle, o que ampliou o desgaste físico e mental.
Repercussões e logística
Ghalenoei afirmou que, se os anfitriões tivessem permitido a chegada com duas semanas de antecedência, a preparação seria mais adequada. O treinador disse que o deslocamento subsequente prejudicou a recuperação física dos atletas e citou o que chamou de tratamento injusto repetido.
Ele acrescentou que a equipe enfrentou uma “guerra” fora de campo, mas manteve o rendimento em campo. Segundo o técnico, o desempenho dos jovens atletas fica marcado pela adversidade enfrentada, algo que, na visão dele, deve ficar registrado na história.
Hossam Hassan, técnico do Egito, minimizou preocupações sobre a possibilidade de Mohamed Salah perder o duelo de mata-mata contra a Austrália. O treinador afirmou que o atacante pediu substituição por um desconforto e que não é uma lesão grave, mantendo a expectativa de retorno ao elenco.
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