- A jornalista Lourdes Heredia, da BBC, recebeu ingressos para Argentina x Inglaterra pelas quartas de final da Copa do Mundo da FIFA de 1986, no Estádio Azteca, na Cidade do México.
- Aos dez segundos do segundo tempo, Maradona marcou o primeiro gol, em lance que gerou debate sobre ter sido feito com a mão, conhecido como a “Mão de Deus”.
- Quatro minutos depois, o estádio explodiu em festa com o segundo gol de Maradona, conhecido como o “Gol do Século”, resultado de drible usado contra quatro jogadores ingleses.
- A Inglaterra descontou com Gary Lineker e a partida terminou 2 a 1 para a Argentina; a autora relembra que o momento foi vivido mais como festa do que como jogo.
- O texto também contextualiza o ambiente no Azteca, a memória da torcida mexicana, o terremoto de 1985 que afetou a cidade e a relação entre o estádio e a história do país.
Durante a Copa do Mundo de 1986, Lourdes Heredia, jornalista da BBC, viu pela primeira vez um jogo de futebol no Estádio Azteca, na Cidade do México. O confronto foi Argentina x Inglaterra, pelas quartas de final, em 1986. O contexto histórico incluiu tensões pós-Falklands, que influenciaram a atmosfera no estádio.
A reportagem acompanha uma jovem de 17 anos, sem interesse pelo esporte, que acabou participando da vibração coletiva que tomou conta do estádio. A família recebeu dois ingressos por convite de um amigo do pai, em meio a temores de conflitos entre torcedores argentinos e ingleses.
O estádio Azteca, palco de grandes finais, transformou-se em símbolo de celebração e memória. A multidão, com cores e cantos, vivenciou a partida como parte de uma experiência coletiva que ultrapassava o futebol.
O primeiro gol de Maradona, marcado com a mão, gerou controvérsia entre fãs argentinos e ingleses. A autora descreve o momento como confuso, com debates acalorados ao redor do lance vitorioso, que ficou conhecido internacionalmente como a Mão de Deus.
Poucos minutos depois, Maradona apresentou o que ficou conhecido como o Gol do Século. O atacante driblou quatro adversários e driblou o goleiro Peter Shilton, levando o estádio ao silêncio seguido de êxtase entre torcedores argentinos e simpatizantes.
O placar final ficou em 2 a 1 para a Argentina, com Gary Lineker descontando para os ingleses. A narrativa destaca a diferença entre a polêmica do primeiro gol e a beleza do segundo, que consolidou a reputação de Maradona.
Ao final da partida, a autora recorda que o interesse inicial não foi apenas pelo resultado, e sim pela atmosfera da celebração no Azteca. O estádio é descrito como espaço de memória e identidade para o México.
O texto também relembra a relevância histórica do Azteca, que sediou a Copa de 1970. A perspectiva da autora enfatiza a ligação entre o estádio, a memória nacional e momentos marcantes do futebol moderno.
Anos após o jogo, a autora passou a morar na Argentina como correspondente da BBC, onde o episódio ficou conhecido como a Mão de Deus. Mesmo assim, ela reforça a lembrança do Gol do Século como uma experiência marcante vivida naquele dia.
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