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Argélia garante classificação, marco histórico para seleções africanas nas Copas

CAF celebra recorde histórico: nove seleções africanas vão às oitavas na Copa de 2026, com aumento de vagas e desempenho competitivo elevando o continente

Jogadores da Argélia celebram classificação após empate em 3 a 3 contra a Áustria, pela última rodada do grupo J
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  • A CAF celebra: nove das dez seleções africanas da Copa do Mundo de 2026 passaram à segunda fase, superando 2014 e 2022.
  • Cinco ficaram em segundo lugar e quatro foram entre as melhores oitavas de final (melhores terceiros).
  • Cabo Verde foi a maior surpresa, avançando no Grupo H em um grupo considerado difícil e ficando atrás apenas da Espanha.
  • A nova estrutura de 48 equipes ajudou o continente, com aumento de vagas e a inclusão de repescagem intercontinental para o conjunto de classificados.
  • Entre os fatores, destacam-se a competitividade africana e resultados expressivos, como África do Sul, Marrocos, Costa do Marfim, Egito, Argélia e Gana se destacando em diversas fases.

A CAF e o continente africano vivem um marco histórico na Copa do Mundo de 2026, realizada no Canadá, EUA e México. Nove das dez seleções africanas seguiram para a fase de mata-mata, com cinco em segundo lugar e quatro entre as oito melhores terceiras. A Tunísia foi a única exceção, não avançando.

Entre as classificadas diretas pela segunda posição, aparecem África do Sul, Marrocos, Costa do Marfim, Egito e Cabo Verde. Entre as melhores terceiras, avançaram Senegal, Argélia, RD Congo e Gana. Na outra ponta, a Tunísia terminou o grupo F na 4ª posição e ficou de fora.

Essa marca supera os recordes de 2014 e 2022, quando apenas duas equipes africanas avançaram às oitavas de final em cada edição com 32 seleções. Em 2026, o formato ampliado para 48 países abriu mais vagas e uma nova vaga de repescagem intercontinental. A RD Congo garantiu a vaga na repescagem ao vencer a Jamaica por 1 a 0 na final.

O que mudou para chegar a esse feito

O aumento de vagas foi o principal impulsionador, com o continente ganhando nove vagas diretas e uma repescagem intercontinental. A mudança foi definida ainda na década passada e consolidada com a distribuição de vagas em 2017. Assim, houve uma fase de 16-avos de final com 24 equipes de primeiro ou segundo lugar mais as oito melhores terceiras.

A competitividade africana também pesou. A África do Sul garantiu a segunda posição no grupo A após empates e vitória sobre a Coreia do Sul. Costa do Marfim abriu caminho ao vencer o Equador nos minutos finais do jogo decisivo do grupo E. O Egito quase venceu a Bélgica, assegurando pontos importantes para avançar. Argélia buscou virada contra Jordânia e avançou com empate decisivo na última rodada.

Surpresa de Cabo Verde

Entre os classificados, Cabo Verde teve a jornada mais surpreendente. Os Tubarões Azuis, estreantes, terminaram o grupo H em segundo lugar, atrás da Espanha, com três empates. Destacaram-se a atuação defensiva e os destaques Vozinha, Pico e Diney.

O empate 0 a 0 com a Espanha na rodada inicial chamou a atenção. Nos outros jogos, o time manteve equilíbrio contra Uruguai e Arábia Saudita, conquistando a segunda posição no grupo e a vaga entre as melhores, surpreendendo torcedores e analistas.

Scope e histórico por edição

A lista de africanas classificadas para a segunda fase registra uma evolução ao longo das décadas. Em 2014 foram duas, em 2018 nenhuma, e em 2022 apareceram duas novas marcas. Em 2026, o conjunto da CAF aponta nove avanços diretos e quatro entre as melhores terceiras, consolidando o continente como protagonista da fase final.

A evolução é acompanhada por dados históricos que mostram o crescimento de desempenho africano ao longo das Copas desde 1930, com ajustes de formato e aumento de vagas ao longo das edições. A soma de avanços em todas as temporadas até 2026 indica uma tendência de maior presença africana na etapa decisiva.

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