- O Irã saiu do Mundial de 2026 eliminado, mas ficou marcado como protagonista, com atuação relevante apesar da derrota no grupo G.
- O time enfrentou tensões antes da competição por causa da guerra com os Estados Unidos, com restrições de visto e mudança de base de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México.
- O técnico Amir Ghalenoei classificou o time como o “mais maltratado” do torneio, e jogadores criticaram a organização e a gestão da Fifa após os jogos.
- Na fase de grupos, o Irã abriu com empate de dois a dois contra a Nova Zelândia, depois ficou no zero a zero com a Bélgica, e, no último duelo contra o Egito, o gol decisivo foi anulado por impedimento nos acréscimos.
- Ao final, a delegação agradeceu a imprensa e a hospitalidade mexicana, elogiou o fair play e criticou o tratamento recebido pelos EUA, mantendo o tom de resistência e foco histórico.
O Irã chegou ao Mundial de 2026 com grandes cobranças internas e externas, enfrentando tensões políticas que antecederam a competição. A equipe teve uma preparação dificultada por disputas sobre participação e restrições de visto nos Estados Unidos. No fim, ficou entre os protagonistas do grupo, apesar da eliminação.
A delegação viveu turbulência logística: mudanças de base, visto difícil e um planejamento que enfrentou adesões rápidas ao calendário. O capitão Mehdi Taremi criticou publicamente a organização, destacando dificuldades vivas dentro do torneio.
Não houve apenas pressão externa. A seleção foi reconhecida pela reação de sua torcida no solo americano e por atuações que entraram para a história recente, mesmo sem avançar. O Irã terminou a fase de grupos com três pontos e saldo zerado, apenas um pouco atrás de Bélgica e Egito.
Desempenho dentro de campo
No primeiro jogo, o Irã ficou no empate com a Nova Zelândia em 2 a 2, mesmo atuando como favorito. Em seguida, ficou 0 a 0 com a Bélgica, demonstrando solidez defensiva diante de adversários qualificados. O confronto decisivo contra o Egito reservou as emoções finais do grupo.
O time iraniano viu o gol da vitória anulado nos acréscimos do segundo tempo, após uma jogada na área. A tentativa de classificação dependia de resultados paralelos imprevisíveis, o que acabou não ocorrendo. Mesmo assim, a equipe deixou impressão de força e de dignidade esportiva.
Ao final, a Federação Islâmica de Futebol do Irã agradeceu a cobertura jornalística e a hospitalidade recebida no México e nos EUA, destacando a necessidade de fair play entre as seleções. O técnico Amir Ghalenoei elogiou o desempenho dos jogadores e pediu respeito ao esporte.
Ponto de memória do torneio
A participação iraniana se destacou pela combinação de resistência dentro e fora de campo, com feitos históricos reconhecidos pela torcida. Mesmo eliminados, os iranianos encerram o Mundial como uma presença marcante, mantendo o foco em futuras oportunidades de competição.
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