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Copa vira espaço de convivência para jovens com e sem deficiência

Copa vira espaço de convivência entre jovens com e sem deficiência; encontros fortalecem amizades, autonomia e participação na ONG em São Paulo

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  • A ONG Friendship Circle Brasil promove o programa Amigos Unidos, que reúne jovens com e sem deficiência para convivência e construção de amizades, em uma edição realizada no domingo, 28, na sede no Pacaembu, em São Paulo.
  • O grupo cresceu de quinze participantes em 2022 para mais de oitenta, incluindo voluntários e jovens com deficiência.
  • As atividades vão além do futebol: rodas de conversa, pebolim, troca de figurinhas e bolão da Copa, além de contatos sobre faculdade, empregabilidade e namoro.
  • Voluntários como Marina Tacla e Gustavo Valese passam a integrar a equipe, destacando a importância de atrair mais pessoas e respeitar as diferenças para fortalecer a autonomia.
  • Muitos participantes veem o programa como um “Tinder da amizade” presencial, um espaço para que relações ocorram de forma natural, em grupos ou de forma individual.

O domingo 28 teve o Amigo Unidos, programa da ONG Friendship Circle Brasil, como ponto de encontro entre jovens com e sem deficiência. Em plena Copa do Mundo, a sede da entidade, no Pacaembu, abriu espaço para rodas de conversa, partidas de pebolim e troca de figurinhas. A ideia é transformar convivência em amizade.

Quatro jovens participaram da edição: Teo e Beni têm deficiência, enquanto Gustavo e Vinicius são voluntários sem deficiência. O encontro ocorreu durante a segunda fase do torneio, quando a seleção canadense vencia a África do Sul. O foco não foi o jogo, mas a interação entre os participantes.

O programa estreou há quatro anos como piloto e hoje reúne mais de 80 pessoas, entre voluntários e participantes. Em 2022, eram 15 pessoas. A ampliação demonstra o objetivo de promover contato e autonomia entre os jovens, com base na convivência respeitosa.

Marina Tacla, 21, que hoje integra a equipe, participou como voluntária no início da graduação em Terapia Ocupacional e hoje atua na organização. Ela destaca a importância de atrair mais participantes para ampliar a interação entre todos.

Gustavo Valese, 22, que também entrou como voluntário, reforça que a convivência se tornou parte da rotina do grupo. A ideia é que os encontros ocorram de forma natural, fortalecendo amizades de forma orgânica. O ambiente é descrito como espaço de inclusão.

Vinicius Paz, assistente social, afirma que os voluntários não devem cuidar de ninguém, mas a parceria dos organizadores evita que alguém permaneça isolado. Para alguns jovens, o grupo funciona como uma rede de apoio social e de educação informal.

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