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Saída de bola do Japão complica esquema do Brasil

Japão tem saída de bola veloz e Brasil revisa o tipo de pressão no jogo de mata-mata, diante adversário invicto

Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira
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  • A saída de bola do Japão é boa e, quando ultrapassam a pressão, são perigosos; o Brasil avalia qual tipo de marcação usar no jogo de hoje.
  • A partida entre Brasil e Japão acontece às 14h de hoje, em Houston, pela segunda fase da Copa do Mundo.
  • O Japão está invicto há dez jogos, com sete vitórias e três empates.
  • No Grupo F, o Japão teve dois empates (contra Holanda e Suécia) e uma vitória por 4 a 0 sobre a Tunísia.
  • Ancelotti afirma que o Mundial está equilibrado, não há favorito claro, e que o Brasil não enfrenta, automaticamente, o caminho mais fácil.

A seleção brasileira pode enfrentar um obstáculo defensivo imposto pela qualidade de saída de bola do Japão no duelo das oitavas de final da Copa do Mundo. O Brasil venceu a Escócia por 3 a 0 na fase de grupos, mas o técnico Carlo Ancelotti sinalizou que a estratégia de marcação pode mudar diante do adversário nipônico.

O treinador italiano destacou que a saída de bola do Japão é muito boa e, quando passam da pressão, os japoneses ficam perigosos. O Brasil atuações anteriores reforçam a necessidade de escolher o tipo de pressão a ser aplicada no jogo de hoje.

Japão mostra saída rápida e transições

O Japão tem forte qualidade para transição rápida ao ataque. A equipe não perde há dez jogos consecutivos, com sete vitórias, incluindo amistosos contra Brasil e Inglaterra, além de três empates. No Grupo F, registrou dois empates e uma goleada sobre a Tunísia, por 4 a 0.

No desempenho recente, o Japão manteve 62% de posse contra a Tunísia com 583 passes, 521 certos (89,4%). Contra a Suécia houve 52% de posse e 445 passes, com 378 acertos (84,9%). Frente à Holanda, 40% de posse e 341 passes, 286 certos (93,8%).

Análise de Ancelotti sobre o panorama do Mundial

Durante a coletiva, Ancelotti ressaltou que não há favorito claro até o momento, apontando equilíbrio entre as seleções. Ele também comentou que o Brasil não está em vantagem ao cruzar com seleções tradicionais em outra chave.

O treinador afirmou ainda que o nível técnico da Copa está elevado, com destaque para a qualidade individual dos atletas. Segundo ele, equipes bem estruturadas física e taticamente são a regra na competição.

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