- César Sampaio e Nelsinho Baptista, dois brasileiros, destacam o papel decisivo de técnicos e jogadores do Brasil no desenvolvimento do futebol no Japão, desde a profissionalização da liga.
- Tudo começou em 1991, quando Zico defendeu o Kashima Antlers e ajudou a criar a Liga japonesa, abrindo espaço para contratação de grandes nomes.
- Ao longo dos anos noventa, muitos treinadores brasileiros atuaram no Japão, e chegou a haver cerca de quinze treinadores brasileiros em vinte clubes.
- Sampaio chegou ao Japão em 1995, ao lado de Zinho e Evair, e hoje atua como coordenador técnico do Santos; ele também já foi auxiliar de Tite na Copa do Mundo de 2022.
- O técnico Hajime Moriyasu comanda a seleção japonesa, mantendo um estilo com três zagueiros e alas ofensivos; Sampaio alerta que o Brasil precisa tomar cuidado com o ataque japonês, especialmente em contra-ataques.
Brasil enfrenta o Japão na Copa do Mundo de 2026, duelo marcado por uma história que envolve gerações de brasileiros que ajudaram a moldar o futebol no Japão. O encontro, nesta segunda-feira, traz à tona o papel de técnicos estrangeiros e ex-jogadores do Brasil que contribuíram para a profissionalização da liga nipônica.
Entre os nomes que mais moldaram esse caminho, destacam-se o técnico Nelsinho Baptista, maior número de partidas dirigindo clubes no Japão, e César Sampaio, ex-volante da seleção e auxiliar técnico de Tite na Copa de 2022. Ambos lembram a transformação promovida pela presença brasileira no futebol japonês desde a década de 1990.
Essa relação teve início com Zico, que em 1991 defendeu o Kashima Antlers e impulsionou a criação da J-League. A iniciativa de profissionalizar o esporte abriu espaço para dezenas de jogadores brasileiros ao longo dos anos, segundo Baptista, que também cita Dino Sani, Pepe e Carlos Alberto Silva entre os pioneiros.
A influência brasileira no Japão
César Sampaio chegou ao Japão em 1995, ao lado de Zinho e Evair. O ex-jogador lembra que, na época, o beisebol era o esporte mais popular, mas o futebol passou a ganhar espaço com o tempo. Segundo Sampaio, o Japão busca constantemente aperfeiçoamento e demonstra disposição para aprender e dominar novas técnicas.
O atual comando japonês
Baptista mantém relação próxima com Hajime Moriyasu, atual técnico da seleção japonesa. O treinador japonês é visto como bem estruturado, com bom conhecimento do grupo, apesar de lesões recentes, como a de Endo. Sampaio, que atuou no país, ressalta que o Japão adota um sistema com três zagueiros e alas ofensivos, valorizando a velocidade nos contra-ataques.
Um observador técnico ressalta que, embora o Brasil ainda apresente superioridade técnica, o Japão se mostra muito organizado taticamente e capaz de punir rapidamente os adversários. A seleção japonesa é elogiada pela intensidade coletiva e pela adaptação constante aos comandos de Moriyasu.
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