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Startup brasileira organiza fotos da CBF durante a Copa do Mundo

Após contrato com a CBF, Yapoli monetiza ativos digitais com comissão de venda, atraindo clubes internacionais e planos de expansão global

Laura Estela Coló (CFO) e Adalberto Generoso (CEO), os cofundadores da Yapoli — Foto: Divulgação
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  • A Yapoli organiza fotos e vídeos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) durante a Copa do Mundo, após registrar 300 mil acessos no centro de mídia da entidade desde o início do torneio.
  • O contrato com a CBF foi assinado no último trimestre de 2025, abrindo espaço para monetizar ativos digitais da marca.
  • O centro de mídia criado para a CBF permite downloads gratuitos e materiais com licença mediante pagamento, funcionando como uma plataforma de geração de receita.
  • A Yapoli faturou 1,8 milhão de reais em 2025 e projeta 2,6 milhões de reais em 2026, com clientes como Flamengo, Corinthians, CBV e a própria CBF.
  • Clubes das principais ligas do mundo já demonstram interesse, com negociações em dólar e euro; há planos de ampliar a tecnologia para a Copa do Mundo Feminina de 2027 e a Olimpíada de 2028, além de buscar investimentos para expansão global.

A startup brasileira Yapoli fechou um acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para organizar o acervo de fotos, vídeos e materiais digitais da entidade durante a Copa do Mundo. O projeto ganhou escala após a assinatura do contrato no último trimestre de 2025, com seis meses de preparação até o início do torneio, em 12 de junho. Ao todo, o centro de mídia da CBF registrou cerca de 300 mil acessos até aqui.

Antes de atuar com a CBF, a Yapoli já trabalhava com grandes marcas nacionais. A empresa criou um centro de mídia público para a confederação, com ativos disponíveis gratuitamente e outros com licença mediante pagamento. A transição marca a passagem de uma plataforma de governança para uma de geração de receita a partir do conteúdo.

Modelo de negócios e atuação

A Yapoli foi criada em 2018 para gerenciar ativos digitais, reunindo fotos, vídeos e materiais institucionais. A proposta sempre foi oferecer governança, rastreabilidade e conformidade com LGPD, com acesso controlado por meio de interface white label. A empresa cita histórico de contratos com Portobello, Havaianas, Flamengo, Corinthians e CBV.

Com a parceria com a CBF, a monetização acontece pela comercialização dos materiais, além de cobrança de assinatura para a base de usuários e armazenamento. Em 2024, a startup faturou R$ 1,8 milhão; a projeção para 2026 é de cerca de R$ 2,6 milhões, conforme estimativas da diretoria.

Demanda internacional e planos futuros

O contrato com a CBF elevou a Yapoli a uma vitrine internacional. Clubes de primeira, segunda e terceira divisão de algumas das principais ligas já buscam soluções da startup, com propostas em dólar e euro. A empresa também mira ampliar o uso da tecnologia em grandes eventos, como a Copa do Mundo Feminina de 2027 e as Olimpíadas de 2028.

Para sustentar o crescimento, a Yapoli avalia uma rodada de investimentos no formato seed, com foco em scale-up para operações na Europa, África e Oriente Médio. A programação inclui, no médio prazo, uma possível transição para uma Série A em cinco anos, segundo o CEO Adalberto Generoso.

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