- O treinador da seleção masculina da Coreia do Sul, Hong Myung-bo, entregou o cargo após a eliminação precoce na Copa do Mundo.
- A equipe não conseguiu avançar para a fase de mata-mata e não atingiu a única esperança de seguir no torneio como uma das melhores terceiros colocadas.
- O presidente do país, Lee Jae-myung, pediu uma investigação sobre as falhas que levaram ao desempenho desapontador.
- Hong pediu desculpas aos torcedores, disse que a responsabilidade é dele e afirmou que não abandonará o futebol coreano.
- A Coreia do Sul terminou o Mundial com duas derrotas e uma vitória, ocupando a terceira posição no Grupo A, atrás de México e África do Sul; houve críticas públicas à gestão e ao processo de escolha do treinador, e autoridades de segurança monitoram ameaças recebidas por Hong após o retorno.
O treinador do futebol sul-coreano, Hong Myung-bo, renunciou ao cargo após a derrota na Copa do Mundo, que impediu a equipe de avançar para as oitavas de final. A decisão ocorreu após o desempenho na fase de grupos deixar o time fora mesmo com a possibilidade de classificação entre os terceiros melhor classificados.
A Coreia do Sul terminou a fase de grupos sem avançar, acumulando uma vitória e duas derrotas. Mesmo com a possibilidade de se classificar como um dos melhores terceiros, o time ficou atrás de México e África do Sul, segundo a classificação da FIFA.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, pediu apuração sobre as razões da frustração pública com o desempenho. Ele afirmou estar perplexo com o resultado e sugeriu falhas de organização e de pessoal na equipe.
Hong Myung-bo anunciou a renúncia em coletiva no oeste do México, afirmando que não entregou os resultados esperados aos torcedores. Ele ressaltou que continuará torcendo pela seleção e que não abandonará o futebol sul-coreano.
Em X, o presidente Lee afirmou que o resultado aponta para problemas de organização e de indicação de comandantes. Ele citou favoritismo e cronyismo como fatores que, segundo ele, contribuíram para a performance.
A nomeação de Hong para o cargo em 2024 gerou debate, por ter sido vista como retorno de uma antiga gestão da associação ao comando, com críticas de que candidatos estrangeiros passaram a margem de escolha. Em 2014, ele não avançou na fase de grupos.
O anúncio de saída surge após críticas públicas e a pressão de torcedores. Enquanto Hong assumiu a responsabilidade, ressaltou que continuará apoiando o futebol nacional e buscando confiança renovada junto aos torcedores.
Polícia sul-coreana informou que monitora ameaças de segurança após uma ameaça online contra Hong no retorno ao país, com relatos de incidentes observados em Incheon e outras localidades. Não houve detalhes sobre a origem das ameaças.
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