- A arbitragem da Copa do Mundo de 2026 acumula críticas desde a fase de grupos, envolvendo VAR, pênaltis não marcados e uso da tecnologia na bola oficial.
- Senegal e Gana lideram as protestos, com outras seleções como Argentina, Brasil, Croácia, Estados Unidos e Austrália também interessadas em lances polêmicos.
- Em Portugal x Croácia, nos acréscimos, a Connected Ball Technology apontou toque irregular na origem da jogada, reacendendo o debate sobre a influência da tecnologia.
- Balogun foi expulso contra a Bósnia após revisão do VAR, gerando comparações com lances de Messi e Mandi sobre consistência de critérios.
- Brasil reclamou após gol anulado de Vinícius Júnior contra a Escócia e pediu maior uniformidade de critérios à FIFA.
A Copa do Mundo de 2026 tem mostrado grandes partidas, mas a arbitragem tem sido tema recorrente. Decisões envolvendo o VAR, pênaltis não marcados e a tecnologia na bola provocam protestos de jogadores, treinadores e cartolas.
Seleções africanas lideram as críticas, com temores de critérios diferentes diante de potências do futebol mundial. Senegal e Gana estão entre os principais cobradores de polo na discussão. Argentina, Brasil, Croácia, EUA e Austrália também aparecem em lances que geram debate.
Controvérsias com a tecnologia da bola
Na quinta-feira, Portugal venceu a Croácia por 2 a 1 nas oitavas. Nos acréscimos, o gol croata que levaria à prorrogação foi contestado pela Connected Ball Technology, que usa um chip na bola oficial. A FIFA confirmou toque de Igor Matanović desde a origem da jogada.
A entidade defendeu a precisão da tecnologia, mas o episódio reacende críticas sobre o peso dos recursos tecnológicos em decisões decisivas. Especialistas e torcedores divergem sobre a influência do sistema no resultado.
Argentina sob fogo de arbitragem
A campeã mundial também ficou no centro do debate. Na estreia contra Argélia, Messi recebeu falta de Aïssa Mandi, mas não houve cartão. O árbitro Szymon Marciniak marcou a falta e deixou a torcida argelina insatisfeita, com reclamações formais à FIFA.
Na vitória sobre a Áustria, torcedores questionaram uma suposta infração no lance do primeiro gol de Messi. Também houve críticas a Lautaro Martínez por umaentrada dura, com avaliação de que poderia ter sido amarelo.
Expulsão de Balogun acende questionamentos
Durante a vitória dos EUA sobre a Bósnia, Balogun foi expulso após chute no tornozelo de Muharemovic. O árbitro Rafael Claus, com revisão no monitor, aplicou vermelho direto. A decisão aumentou o debate sobre consistência do VAR, especialmente em lances semelhantes ao de Messi contra Mandi.
Comentários de especialistas destacaram a necessidade de critérios mais uniformes para evitar discrepâncias entre partidas e seleções.
Brasil pede uniformidade de critérios
Na vitória sobre a Escócia, Vinícius Júnior teve gol anulado após revisão do VAR, apontando falta na origem da jogada. A CBF enviou um ofício à FIFA cobrando maior uniformidade na aplicação das regras durante o torneio.
A cobrança reforça o anseio brasileiro por consistência nas decisões, sem favorecer nenhuma equipe.
Protestos de Senegal e Gana
No grupo, Senegal teve controvérsia envolvendo Idrissa Gana Gueye, que invadiu a área e recebeu contato no pescoço de David Møller Wolfe. Wilton Pereira Sampaio não revisou o lance no monitor, mantendo o tiro de meta. A decisão gerou forte repercussão entre torcedores e imprensa.
Gana também questionou dois lances contra a Inglaterra. Primeiro, Adu caiu na área após contato com Ezri Konsa, sem intervenção do VAR. Depois, houve controvérsia sobre possível cartão vermelho a Adu em disputa com Jordan Pickford.
Austrália e outras contestações
Ainda houve cobrança pela atuação de outro árbitro em duelo entre EUA e Austrália. Tyler Adams pisou em Connor Metcalfe dentro da área, mas o pênalti não foi marcado pelo árbitro, gerando reclamações dos australianos.
A seleção australiana e seus torcedores destacam a necessidade de critérios claros para lances de bola disputada na área, para evitar interpretações subjetivas nos jogos seguintes.
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