- A imagem do guerreiro nórdico com chifres não é histórica dos vikings e sim uma criação posterior, popularizada por artistas europeus e pela cultura pop.
- Originalmente, o termo viking se referia a uma atividade de saque marítimo, não a um povo específico; os vikings eram pessoas de áreas que hoje correspondem a Noruega, Dinamarca e Suécia.
- Os chifres tinham significado de força e virilidade na época, não de traição ou violência ritualizada; a associação atual é consequência de retratos artísticos posteriores.
- A “remada viking” é invenção moderna, criada para engajar torcedores e cantos, e ganhou popularidade a partir de março de 2026.
- Na Copa do Mundo de 2026, torcedores da Noruega adotaram o gesto, incluindo o atacante Erling Haaland, que vestiu o capacete com chifres após a classificação para as oitavas de final.
O mito do capacete com chifres não teve origem nos Vikings. A imagem de guerreiros nórdicos com chifres surgiu séculos após a Era Viking e ganhou espaço na arte, na literatura e na cultura pop.
A campanha da Noruega na Copa do Mundo de 2026 mostrou torcedores vestindo o capacete com chifres e a chamada “remada viking”, além de Haaland entrar na brincadeira ao usar o acessório após a classificação para as oitavas. A referência ganhou popularidade no país.
Durante séculos, a veloz expansão de imagens de Vikings com chifres foi alimentada pela estética romântica europeia do século 18, difundida por artistas e pela ópera. A ideia ganhou força no imaginário coletivo, associando força e virilidade.
Origens e significados
O termo viking, na idade média, designava atividades de saque e navegação, não um povo único. Os chifres, na época, simbolizavam força, poder e virilidade, não traição. A imagem foi consolidada a partir de representações artísticas do Romantismo.
A popularização atual também recebeu impulso da mídia e de produções de entretenimento, como séries e filmes de fantasia. A visão do guerreiro alto e destemido com o elmo de chifres persiste na cultura popular.
Remada viking: origem e uso
A remada viking, usada pela torcida noruega, não tem relação histórica com celebrações dos vikings. A atividade era prática na navegação, com remos em navios de guerra; mercantes usavam apenas vela. A associação a rituais é moderna.
A ideia da coreografia nasceu em março de 2026, criada por um professor norueguês para engajar a torcida. O conjunto de movimentos ganhou vídeos tutoriais e passou a compor a identidade visual da torcida nas partidas.
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