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Inglaterra aposta em cruzamentos para resgatar marca histórica de 1966

Inglaterra aposta em cruzamentos como principal recurso ofensivo, com 35 bolas levantadas contra a RD Congo, marca inédita desde 1966

Harry Kane marcou gols da vitória contra a RD Congo na última quarta-feira (1º)
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  • Inglaterra venceu a RD Congo por 2 a 1 e avançou às oitavas de final da Copa do Mundo.
  • Foram 35 cruzamentos, maior marca inglesa em Mundiais desde a campanha de 1966.
  • Dados da Opta mostram Tuchel recorrendo a esse recurso para enfrentar defesas fechadas.
  • Kane recebeu os cruzamentos, com Gordon marcando o empate em uma jogada de lado e Bellingham tendo participação semelhante em outra partida.
  • O estudo aponta que quase metade das principais oportunidades inglesas veio de bolas alçadas na área, incluindo gols esperados (xG) gerados por cruzamentos.

Inglaterra venceu a RD Congo por 2 a 1 e confirmou a ida às oitavas de final da Copa do Mundo. A vitória evidenciou o uso intenso de cruzamentos como principal recurso ofensivo da equipe de Thomas Tuchel, segundo análise publicada pelo The Guardian com dados da Opta.

Com 35 cruzamentos em jogadas em que a bola rolou, os ingleses alcançaram a maior marca em um Mundial desde 1966. Entre as dez partidas com mais cruzamentos desde 1966, sete ocorreram na campanha que terminou com o título mundial.

Para o jornal britânico, a estratégia de Tuchel resgata um recurso tradicional do futebol inglês para enfrentar defesas baixas, colocando o foco pelos lados do campo para abastecer Harry Kane.

Estratégia para romper defesas fechadas

Contra seleções mais fechadas, como Gana e a RD Congo, Inglaterra encontrou dificuldade pelo meio e passou a explorar os cruzamentos como alternativa de produção de chances. Em jogada contra Congo, Anthony Gordon cruzou para o empate de Kane.

A efetividade dessa jogada não é constante, segundo a Opta. Nas últimas 17 temporadas da Premier League, apenas 22,8% dos cruzamentos acertam um companheiro, 12,6% geram finalização e 1,4% resultam em gols.

Mesmo assim, Kane aparece como ponto focal das chegadas pelo alto, tornando o recurso relevante para o treinador. Em outra Copa, Jude Bellingham também encontrou Kane em jogada semelhante pelo lado esquerdo.

Números e impacto no jogo

Dados de criação indicam que os cruzamentos geraram o maior volume de xG da Inglaterra no Mundial. Embora passes entre quem atua fora da área ainda sejam comuns, as melhores oportunidades saíram de bolas levantadas na área.

Após as primeiras partidas da Copa, a Inglaterra liderava grandes chances criadas, com 20 oportunidades claras para gol. Seis dessas oportunidades nasceram de cruzamentos em jogadas com bola rolando.

A leitura analítica aponta que os cruzamentos, aliados a jogadas aéreas, permanecem entre as principais armas da Inglaterra sob o comando de Tuchel, mesmo diante de defesas organizadas.

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