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Marrocos joga Copa como primeira seleção sem jogadores nascidos no país

Marrocos abre a Copa do Mundo com onze jogadores nascidos no exterior, primeira vez em que a seleção entra em campo sem atletas nascidos no país

Na imagem, a equipe do Marrocos que iniciou o jogo contra a seleção brasileira; no destaque, as bandeiras dos países onde cada atleta nasceu
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  • A seleção de Marrocos entrou em campo contra o Brasil, em 14 de junho, com todos os titulares nascidos fora do país, tornando-se a primeira equipe a iniciar uma Copa sem jogadores nascidos em Marrocos.
  • A escalação inicial teve Bono (Montreal, Canadá) e jogadores nascidos na Espanha, França, Holanda e Bélgica, entre outros.
  • A projeção de democracia esportiva de Marrocos é fruto de um projeto iniciado em 2009 para captar jogadores com ascendência marroquina que nasceram na Europa; hoje 19 dos 26 convocados nasceram no exterior, sendo 15 deles na França, Espanha ou Bélgica.
  • O técnico Hervé Renard, entre 2016 e 2018, ajudou a atrair jovens promessas europeias e a federação mantém uma rede de identificação e captação na diáspora.
  • A Copa do Mundo é organizada pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) e, no caso do Brasil, a decisão sobre treinadores e jogadores é feita por entidades privadas, sem influência direta do governo.

O Marrocos tornou-se a primeira seleção a iniciar uma Copa do Mundo sem nenhum jogador nascido no país, em partida contra o Brasil realizada em 14 de junho de 2026. A marca foi registrada na fase de grupos.

A escalação que começou o jogo tinha goleiro Yassine Bounou e 10 jogadores de nascimento fora do Marrocos, incluindo Hakimi (Espanha), Mazraoui (Holanda) e Saibari (Espanha). A típica base de atletas marroquinos não esteve presente.

O feito evidencia uma estratégia de longo prazo: a diáspora como pilar da formação da equipe, com monitoramento de jogadores com ascendência marroquina nascidos no exterior.

Diáspora como estratégia

Desde 2009, o reino vem investindo na captação de talentos da diáspora africana. A Federação Real Marroquina de Futebol mantém rede estruturada para identificar jogadores nascidos fora do país, especialmente na Europa.

Deste modelo, 19 dos 26 convocados para a Copa de 2026 nasceram fora de Marrocos, sendo 15 nascidos na França, Espanha ou Bélgica, onde a presença da população marroquina é expressiva.

O trabalho ganhou impulso com Hervé Renard, técnico que estimulou a adesão de promessas como Hakimi, Amrabat e Mazraoui, assegurando prioridade de captação frente às federações europeias.

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