- Brasil teve 34% de posse de bola, a menor desde o início das medições da Opta, em 1966, contra a Noruega.
- O time adotou o contra-ataque com muitos atacantes rápidos e poucos meias de qualidade; Noruega chutou menos, mas acertou mais, com 9 finalizações e 5 no gol (55% de precisão).
- Brasil finalizou 14 vezes e acertou 4 no gol (28%); houve pênalti perdido e chute de Endrick que não levou.
- Haaland fez dois gols para a Noruega, mantendo a maior taxa de conversão entre quem chutou mais de 10 vezes na Copa (41%).
- Lado direito da defesa brasileiro foi vulnerável; Danilo atuou improvisado na posição após lesão de Wesley e foi o brasileiro com mais falhas no jogo (7), piorando o desempenho do ataque pela faixa direita.
O Brasil teve apenas 34% de posse de bola contra a Noruega neste domingo (5), pela Copa do Mundo. A marca, a menor desde o início das medições da Opta em 1966, chamou atenção pela forma como a partida foi neutralizada pela equipe nórdica.
A estratégia brasileira, marcada por muita velocidade entre os atacantes e pouca presença de meia de criação de alto nível, resultou em passes mais curtos e menos domínio do meio-campo. A Noruega explorou o contra-ataque e aproveitou as oportunidades criadas.
Desempenho de posse e finalizações
Com o plano de jogo pouco ofensivo, o Brasil finalizou 14 vezes, com apenas 4 no gol, 28% de acerto. A Noruega, por sua vez, finalizou 9 vezes, 5 acertando o alvo, 55% de precisão. Um pênalti perdido e chutes.
Eficiência e aproveitamento dos gols
Apesar de menos tentativas, os noruegueses converteram melhor, abrindo o placar com Haaland, em jogada aérea. A seleção europeia venceu 73% das disputas aéreas, destacando a vantagem física do adversário.
Quadro estatístico da partida
O goleiro Alisson foi um dos poucos brasileiros com participação relevante no jogo; Haaland, com 4 chutes/2 gols, teve alta eficiência. O jogador de 1,95m participou pouco com a bola, mas ocupou espaço e contribuiu para o desempenho ofensivo da Noruega.
Desdobramentos táticos e duelo por posições
O lado direito da defesa brasileira foi o mais vulnerável. A ausência de Wesley, somada à improvisação de Danilo na lateral após a lesão de Ibañez, comprometeu o equilíbrio defensivo. Danilo terminou o jogo como brasileiro que mais errou passes (7 falhas).
Contexto da formação e impacto no jogo
O Brasil, com muita velocidade na frente e poucos jogadores de meio-campo de primeira linha, entregou a bola para o adversário desde o início, apostando no contra-ataque. O resultado reforça a necessidade de ajustes para jogos seguintes.
Entre na conversa da comunidade