- Governo dos EUA teria pedido a Gianni Infantino a revisão da expulsão de Folarin Balogun, aplicada pelo árbitro Raphael Claus na partida contra a Bósnia e Herzegovina.
- A Fifa suspendeu os efeitos da expulsão, liberando Balogun para o jogo contra a Bélgica nas oitavas da Copa do Mundo.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou a decisão nas redes sociais.
- A Fifa afirmou que não houve intervenção política e que a decisão foi tomada pelo comitê disciplinar independente; o Artigo vinte e sete do Código Disciplinar garante autonomia.
- Balogun tinha suspensão automática de uma partida, mas o regulamento permitiu suspensão em período probatório de um ano; se houver infração semelhante, a punição pode ser reativada, conforme precedentemente citado envolvendo Cristiano Ronaldo.
A Casa Branca acionou a Fifa para pedir a revisão da expulsão de Folarin Balogun, atacante dos Estados Unidos, após o cartão vermelho recebido na partida contra a Bósnia e Herzegovina. A solicitação foi feita ao presidente da entidade, Gianni Infantino, por meio de interlocutores do governo americano, segundo o jornalista Ben Jacobs. Balogun foi liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas.
Pouco depois, a Fifa suspendeu os efeitos da expulsão, permitindo que Balogun atuasse na partida seguinte. O anúncio ocorreu na véspera do confronto contra a Bélgica, agendado para as oitivas da Copa do Mundo. A decisão foi encarada como reviravolta importante para a equipe norte-americana.
A atuação da Casa Branca foi contestada pela Fifa, que afirmou não comentar contatos políticos. A entidade reiterou que a decisão cabia ao comitê disciplinar independente, com autonomia para decidir sobre suspensões e medidas disciplinares.
Entenda o mecanismo disciplinar
Balogun foi expulso após entrada em Tarik Muharemovic, em duelo da fase de grupos. Conforme o regulamento, a punição previa suspensão automática de uma partida. A Fifa inicialmente negou possibilidade de recurso, mas acionou o Artigo 27 do Código Disciplinar para suspender a pena em experimento. A suspensão ficou em período probatório de um ano.
O caso possui paralelo com Cristiano Ronaldo, que teve suspensão de três jogos antes da Copa, cumprindo apenas um. As demais partidas ficaram suspensas por um ano, sob o mesmo regime de prova aplicável a Balogun.
Procuradas, Fifa e a Federação dos EUA não comentaram os detalhes da decisão, limitando-se a confirmar o uso de mecanismos disciplinares independentes. O Ministério Público da Copa não foi citado no comunicado oficial.
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