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Importância da terapia para jogadores na Copa, explica psicóloga

Terapia passa a fazer parte da preparação de jogadores na Copa; saúde mental impulsiona desempenho e resiliência diante da pressão

Neymar e Vini Jr.
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  • A Copa do Mundo de 2026 reforçou a importância da saúde mental dos atletas, com Neymar e outros abordando a busca por apoio psicológico.
  • O acompanhamento psicológico deixou de ser recurso de crise e passou a fazer parte da preparação para enfrentar pressão constante.
  • Representar o país traz altas expectativas e pode deixar o jogador em estado de alerta, afetando sono, concentração e tomada de decisão.
  • Ainda existe resistência à terapia no futebol, mas muitos clubes têm incorporado a saúde mental na preparação esportiva.
  • A terapia ajuda no autoconhecimento, manejo da ansiedade, lidar com críticas e manter desempenho, com técnicas como visualização, respiração e treino mental.

A saúde mental volta a ganhar destaque na Copa do Mundo de 2026, com atletas abrindo o jogo sobre o papel da psicologia. Neymar, aos 34, mencionou publicamente a importância de buscar apoio emocional em momentos de pressão, ampliando o debate no futebol de alto rendimento.

Especialistas afirmam que o acompanhamento psicológico deixou de ser recurso apenas para momentos de crise e passou a fazer parte da preparação de quem atua sob cobrança constante. O foco é manter equilíbrio dentro e fora das quatro linhas.

O papel da pressão além do campo

Para a psicóloga Ticiana Paiva, doutora em Psicologia e head de Psicologia da Starbem, representar o país envolve lidar com expectativas de milhões. Mesmo atletas experientes enfrentam esse peso, que não desaparece com o tempo.

Ela aponta que o cenário pode manter o jogador em alerta, com medo de errar, autocobrança elevada e dificuldade para descansar. Consequências incluem queda de concentração, tomada de decisão comprometida e sono prejudicado.

Barreiras culturais e avanços

Apesar dos avanços, a profissional ressalta resistência ainda existente ao tema no futebol. Buscar ajuda psicológica foi associado a fraqueza no passado, mas isso vem mudando com relatos de ansiedade, depressão e outros desafios emocionais por parte de atletas de elite.

Segundo ela, clubes já reconhecem que cuidar da saúde mental integra a preparação esportiva, não apenas a resposta a sofrimento intenso. O foco é a preparação integral do atleta.

Como a terapia impacta o desempenho

Ticiana destaca que a ideia de que o atleta precisa estar sempre forte é equivocada. Força psicológica envolve reconhecer emoções, processá-las e manter clareza para seguir adiante.

A terapia facilita autoconhecimento, manejo de críticas, redução da ansiedade e enfrentamento de erros, derrotas ou lesões. Técnicas como visualização, respiração, treino mental e rotinas pré-jogo ajudam na estabilidade emocional.

Benefícios além do campo

O acompanhamento também contribui para limites saudáveis diante de críticas online e para fortalecer a identidade do jogador fora do desempenho esportivo. Conflitos pessoais, como separações ou luto, podem influenciar a concentração e a recuperação física.

Relacionamentos saudáveis funcionam como rede de apoio, potencializando o rendimento. A psicologia do esporte trabalha ainda habilidades de foco, controle emocional, resiliência e concentração.

Evolução da alta performance

Para a especialista, o acompanhamento psicológico melhora a performance ao reduzir interferências emocionais e cognitivas. Em esportes de alto rendimento, a confiança e a estabilidade sob pressão costumam definir o resultado.

Ela aponta que a demanda por cuidado da mente acompanha o aumento de casos de ansiedade, depressão e esgotamento entre atletas. Cuidar da mente deve ser tão natural quanto tratar um músculo lesionado.

Consideração final sem conclusão

Pedir ajuda não diminui a força; pelo contrário, sustenta uma carreira mais longa. Antes de ídolos, os jogadores são humanos, e nenhum triunfo vale a perda de bem-estar.

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