- Marrocos venceu o Canadá por 3 a 0 e avançou às quartas de final da Copa do Mundo, pela segunda edição consecutiva entre as oito melhores equipes.
- Em 2022, a seleção já tinha chegado às semifinais, terminou em quarto lugar e teve a melhor campanha africana na história de Mundiais.
- O debate sobre ser a maior seleção africana da história ganha suporte com base no desempenho recente, na capacidade de renovação e no projeto esportivo sustentado.
- O país investiu em infraestrutura com o Complexo de Futebol Mohammed VI, aberto em dezembro de 2019, que reúne mais de dez campos e um departamento de scout para identificar talentos no exterior.
- A mudança na forma de jogar, com um modelo mais propositivo sob novo comando, busca manter a competitividade da geração marroquina nos principais clubes europeus e preparar o futuro da seleção.
A seleção de Marrocos venceu o Canadá por 3 a 0 neste sábado, mantendo-se entre as oito melhores equipes de uma Copa do Mundo. A partida confirmou a continuidade marroquina nas quartas de final pela segunda edição consecutiva, após alcançar a semifinal em 2022. A vitória ocorreu no contexto da fase de grupos da Copa, com Marrocos demonstrando consistência recente.
A atuação reforça a ideia de que o país consolidou um projeto esportivo sólido. Além do desempenho em campo, a federação investe em infraestrutura, desenvolvimento de talentos e monitoramento da diáspora, buscando renovação constante sem depender apenas de resultados imediatos.
A história recente aponta para uma transformação que ocorreu fora de campo. Em 2019, foi inaugurado o Complexo Mohamed VI, com mais de dez campos de treinamento e estrutura completa para medicina esportiva. O projeto inclui um departamento de scout dedicado a identificar jogadores marroquinos no exterior antes de defenderem outras seleções.
Esse modelo já rende frutos: vários titulares atuais atuam em grandes clubes europeus, e o elenco tem perspetiva de protagonismo sob um planejamento de longo prazo. O foco é manter a competitividade ao longo de várias Copas, não apenas em uma edição.
Mudança na forma de jogar
A federação avaliou que, após a campanha de 2022, era preciso evoluir. O time anterior, competitivo, jogava de forma mais reativa, com 4-1-4-1 e baixa posse de bola. A ideia foi manter a organização defensiva, mas tornar o futebol mais propositivo.
Para a nova Copa, o Marrocos iniciou com Mohamed Ouahbi, campeão mundial Sub-20 de 2025, adotando um estilo mais ofensivo. Os primeiros minutos contra o Brasil e os momentos decisivos contra o Canadá mostraram uma equipe mais voltada à posse de bola, pressionando o adversário sem abrir mão da solidez defensiva.
A evolução tática busca consolidar o desempenho como padrão. A geração atual atua em clubes de ponta na Europa e recebe apoio institucional para manter o nível técnico, com planejamento claro de sucessões técnicas. Desempenho atual é visto como consequência de um processo estruturado, não objetivo único.
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