- A “remada viking” da torcida da Noruega ganhou notoriedade na Copa do Mundo, tornando-se um fenômeno cultural entre os torcedores.
- A celebração foi criada por Ole Froystad em dezembro de 2025 para ter um cântico curto e repetível, inspirado por referências do Rosenborg e da torcida islandesa.
- A prática ganhou força com a participação de jogadores noruegueses, como Martin Odegaard e Erling Haaland, após a vitória sobre o Senegal.
- Críticos apontam imprecisões históricas: no período viking, o remo era mais comum entre vikings da região que hoje é a Suécia do que na Noruega; além disso, remadas já eram usadas em shows de metal na Suécia desde 2009.
- Atletas de Suécia também criticam o ritual, comparando-o a celebrações islandesas e destacando que o tema envolve lembranças históricas desconfortáveis para a Escandinávia.
Enquanto a torcida da Noruega vibra na Copa do Mundo, a chamada remada viking ganhou notoriedade mundial. O ritual, conhecido como viking row, tornou-se símbolo visual nas arquibancadas durante jogos do torneio.
A origem do movimento é atribuída ao professor norueguês Ole Froystad, que, em dezembro de 2025, idealizou uma forma curta e repetível de celebração. A ideia nasceu de um canto do Rosenborg e de uma referência da torcida islandesa na Euro 2016, adaptada para o futebol.
A remada ganhou força com a participação de jogadores de alto perfil da Noruega, como Martin Odegaard e Erling Haaland, após a vitória sobre o Senegal. O movimento passou a ser visto como marca da torcida norueguesa durante a Copa.
Compreensão histórica
Especialistas destacam que, no período viking, o remo era mais comum entre os vikings da região que hoje é a Suécia do que entre os da atual Noruega, onde as velas eram mais utilizadas. A leitura histórica reabre debates sobre a celebração.
Relatos do Svenska Dagbladet indicam que o remo era mais frequente entre os vikings suecos. A imprensa norueguesa, como o Aftenposten, lembra que a prática já aparecia em shows de metal na Suécia desde 2009, fortalecendo a associação com a cultura viking.
Reação de vizinhos
Vozes da Suécia criticam o formato, afirmando que as repetições lembram a comemoração islandesa de 2016. O zagueiro Gustaf Lagerbielke disse que não repetiria o gesto, citando preferência por evitar o close repetitivo da transmissão. Outro jogador sueco afirmou que o ritual já começa a soar repetitivo para alguns.
A defesa da celebração, por parte de fãs e alguns torcedores, sustenta que o gesto visa apoio coletivo e identidade do time. Em contextos esportivos, o movimento tem sido visto como estímulo ao espírito de grupo e à celebração compartilhada.
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