- O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu pessoalmente a Gianni Infantino que reavaliasse a expulsão do atacante Folarin Balogun, antes da partida contra a Bélgica nas oitavas.
- A FIFA suspendeu, de forma provisória, os efeitos da punição automática, liberando Balogun para o jogo, com a suspensão em regime probatório de um ano.
- A Federação Belga de Futebol informou estar surpresa e questionou a contradição entre a decisão e normas de expulsão previstas no código disciplinar da FIFA.
- Balogun marcou três gols na Copa até então e atuou diante da Bélgica; o técnico Mauricio Pochettino disse que a expulsão foi injusta.
- A FIFA não comentou o caso; a Casa Branca comemorou a decisão, e o anúncio chegou aos jogadores pela imprensa durante o treino.
A Fifa suspendeu, ontem, os efeitos da punição automática aplicada a Folarin Balogun, liberando o atacante dos EUA para a oitava de final contra a Bélgica. A decisão ocorreu após pedido feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. O caso ganhou força no domingo, 5, durante a Copa do Mundo.
Balogun havia sido expulso no segundo tempo do jogo contra a Bósnia e Herzegovina, após choque com Tarik Muharemovic. A suspensão em vigência permitiu que ele enfrentasse a Bélgica nesta segunda-feira, 6, conforme decisão da Fifa. A entidade manteve o cartão vermelho, mas suspendeu a execução por um período probatório de um ano.
Segundo a Fifa, a medida segue o artigo 27 do Código Disciplinar, que autoriza suspensões condicionais. Caso Balogun cometa nova infração no período, a suspensão retorna, sem prejuízo de outras sanções. A decisão não anulou o vermelho registrado no lance.
Reação e contexto
A Bélgica classificou-se como surpresa pela liberação, avaliando possíveis medidas futuras. Jogadores da seleção americana celebraram, com Balogun recebendo apoio de parceiros como Christian Pulisic, que classificou a expulsão como injusta. Mauricio Pochettino também comentou sobre a controvérsia.
Especialistas e ex-jogadores discutiram a legalidade da revisão após um cartão vermelho direto. Thomas Tuchel questionou o processo, destacando divergências entre decisões de VAR e mudanças posteriores. O debate ganhou espaço em programas esportivos e redes sociais.
Regra e precedentes
O regulamento da Copa prevê suspensão automática para cartão vermelho direto ou dois cartões amarelos, o que gerou questionamentos sobre a compatibilidade da decisão com normas específicas. A Federação Belga afirmou que avalia medidas cabíveis diante da mudança no protocolo.
Por fim, a Fifa citou casos passados em que utilizou o artigo 27 para suspender, total ou parcialmente, sanções disciplinares. Na Copa anterior, Cristiano Ronaldo teve situação similar após atuação em jogos de eliminatórias.
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