A Fifa estuda levar o próximo Mundial de Clubes ao Catar e disputar a competição durante o inverno do Hemisfério Norte, entre dezembro e março de 2029. O projeto também pode ampliar o torneio de 32 para 48 participantes, segundo informações obtidas pelo Diário As. As conversas entre a Fifa e representantes dos clubes já […]
A Fifa estuda levar o próximo Mundial de Clubes ao Catar e disputar a competição durante o inverno do Hemisfério Norte, entre dezembro e março de 2029. O projeto também pode ampliar o torneio de 32 para 48 participantes, segundo informações obtidas pelo Diário As.
As conversas entre a Fifa e representantes dos clubes já começaram, mas sede, datas e formato do campeonato ainda não foram oficialmente definidos.
O Flamengo, atual campeão da Copa Libertadores, é o único time brasileiro confirmado no torneio até o momento.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
Catar pode repetir estratégia da Copa de 2022
A escolha pelo inverno evitaria as altas temperaturas do verão catari. A solução já foi usada na Copa do Mundo de 2022, disputada entre novembro e dezembro.
O principal obstáculo volta a ser o calendário. Uma competição entre dezembro e março atingiria diretamente a temporada europeia e exigiria mudanças nas datas de campeonatos nacionais e torneios continentais.
A avaliação é de que o impacto poderia ser menor do que o provocado por uma Copa de seleções. No Mundial de Clubes, seria necessário reorganizar partidas dos clubes classificados, sem obrigatoriamente interromper todas as competições por várias semanas.
Mundial pode saltar de 32 para 48 clubes
A Fifa também discute aumentar o número de participantes. O Mundial de Clubes de 2025 reuniu 32 equipes, mas a próxima edição pode chegar a 48.
A expansão é apoiada por grandes clubes europeus e ganhou força após equipes de peso ficarem fora da edição anterior. A Uefa, que inicialmente demonstrava preocupação com o crescimento da competição, sinalizou em 2026 que não pretende bloquear o projeto de 48 participantes.
A mudança também exigiria uma revisão na distribuição de vagas. Na edição com 32 clubes, a Europa teve 12 representantes. Com 48 participantes, o número de classificados da Uefa pode aumentar para 16, segundo apuração do Guardian.
Dinheiro aumenta interesse dos clubes
O peso financeiro do Mundial ajuda a explicar a pressão por uma competição maior. O Chelsea recebeu cerca de 115 milhões de euros (cerca de R$ 640 milhões) pelo título da última edição, enquanto os semifinalistas faturaram aproximadamente 100 milhões de euros.

Foto: Divulgação/Fifa
A European Football Clubs, organização que representa equipes do continente nas negociações, trata a competição como uma fonte estratégica de receita.
A hipótese de realizar o Mundial a cada dois anos também já entrou nas discussões, embora seja considerada remota no momento. A tendência atual continua sendo manter o intervalo de quatro anos.
Catar não está sozinho na disputa
Apesar das novas conversas sobre o Catar, a sede do Mundial de 2029 segue aberta. Estados Unidos, Brasil, México, Espanha e Marrocos já apareceram entre os interessados ou potenciais candidatos.
Nesta quinta-feira (9), o Guardian informou que autoridades dos Estados Unidos também mantiveram conversas com a Fifa sobre uma possível candidatura. A entidade ainda não confirmou o processo de escolha e uma decisão sobre a sede é esperada apenas posteriormente.
Depois de criar um Mundial com 32 equipes, a Fifa agora discute uma transformação ainda maior. Se o projeto avançar, a edição de 2029 poderá ter 48 clubes, mudar de estação e novamente mexer no calendário do futebol mundial.
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