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O que aconteceu com o Vasco no Brasileirão?

Clube saiu de um ciclo competitivo no início da década passada para uma sequência de primeiros turnos longe da parte de cima da Série A

Foto: Matheus Lima/Vasco.

Depois em O Vasco fechou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2026 na 17ª colocação, com 20 pontos, dentro da zona de rebaixamento. O número acende um alerta que vai além da campanha atual: quando esteve na Série A durante nos últimos 10 anos, o clube nunca conseguiu terminar a primeira metade do Brasileirão […]

Depois em O Vasco fechou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2026 na 17ª colocação, com 20 pontos, dentro da zona de rebaixamento.

O número acende um alerta que vai além da campanha atual: quando esteve na Série A durante nos últimos 10 anos, o clube nunca conseguiu terminar a primeira metade do Brasileirão na parte de cima da tabela.

A pergunta que fica é simples e dolorosa para o torcedor: o que aconteceu com o Vasco?

Do quase auge ao início da queda

No começo da década passada, o cenário era outro. Em 2011, o Vasco foi campeão da Copa do Brasil, terminou o Brasileirão como vice-campeão, atrás do Corinthians, e ainda chegou à semifinal da Copa Sul-Americana, sendo eliminado pela Universidad de Chile, que seria campeã daquela edição.

Em 2012, o Cruzmaltino ainda carregava a força daquele elenco. O time chegou às quartas de final da Libertadores e caiu justamente para o Corinthians, futuro campeão, em um confronto decidido nos minutos finais, com gol de Paulinho no Pacaembu.

Coritiba 2 x 3 Vasco | Vasco da Gama | Flickr

Foto: Marcelo Sadio / Vasco

O problema é que aquele time competitivo começou a ser desmontado rapidamente. A crise financeira, a saída de jogadores importantes, a falta de reposição à altura e a instabilidade política minaram o projeto.

Em 2013, o Vasco teve quatro técnicos ao longo da temporada e acabou rebaixado pela segunda vez em sua história.

A Série A virou sobrevivência

Depois do rebaixamento de 2013, o Vasco voltou à elite, mas não conseguiu se estabilizar. Em 2015, caiu novamente.

A partir dali, mesmo nos anos em que disputou a Série A, o clube passou a conviver quase sempre com a mesma realidade: primeiro turno ruim, pressão contra o rebaixamento e pouca margem para pensar em algo maior.

Flamengo 1-2 Vasco - Brasileirao Series A 2015 | Photoo Gallery | Flickr

Foto: Reprodução/Vasco

Em 2017, terminou o turno em 12º lugar, com 24 pontos. Depois em 2018, apareceu no 18º lugar, com 21 pontos. Já 2019, voltou a fechar a primeira metade em 12º, com 23 pontos. Em 2020, fez 21 pontos e terminou o turno em 15º, além disso, terminou o campeonato com o seu quarto rebaixamento na história.

O padrão se repetiu depois do novo retorno à Série A. Em 2023, o Vasco fechou o turno em 18º, com apenas 16 pontos. Depois em 2024, teve sua melhor campanha recente na primeira metade do Brasileirão, mas ainda assim terminou só em 11º, com 26 pontos. Em 2025, ficou em 16º, com 19 pontos. Agora, em 2026, voltou ao Z-4: 17º lugar, com 20 pontos.

O primeiro turno virou sintoma

Mais do que uma sequência de campanhas ruins, os dados mostram uma dificuldade estrutural do clube em iniciar bem o Brasileirão.

O Vasco quase sempre chega à metade da competição olhando para baixo, obrigado a corrigir rota no desespero e sem estabilidade para construir uma temporada mais ambiciosa.

O contraste com 2011 e 2012 é forte. Naqueles dois anos, o Vasco fechou o primeiro turno da Série A com 35 pontos e em 4º lugar, em campanhas de protagonismo nacional.

Em 2026, chegou à metade do campeonato com 15 pontos a menos do que naquele período e dentro da zona de rebaixamento.

O ciclo que nunca se fecha

A década vascaína também foi marcada por idas e vindas entre Série A e Série B. Em 2016, o clube disputou a segunda divisão, fez um primeiro turno forte sob o comando de Jorginho e terminou o ano com o acesso. Em 2021 e 2022, voltou à Série B; no segundo ano, conseguiu subir novamente, mas sem transformar o retorno em estabilidade esportiva.

O que aconteceu com o Vasco, portanto, não se resume a uma temporada ruim. O clube passou de um elenco competitivo e identificado, que brigava por títulos nacionais e continentais, para um modelo de reconstruções interrompidas, elencos reformulados, trocas constantes de comando e campanhas de reação.

Em campo, o reflexo aparece todo ano na tabela. O Vasco começa atrás, corre riscos cedo e transforma o segundo turno em luta por sobrevivência.

A campanha de 2026 apenas reforça uma ferida aberta há mais de dez anos: o clube até voltou algumas vezes à Série A, mas ainda não conseguiu voltar ao lugar que ocupava antes do colapso de 2013.

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