Em Alta PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Neymar da adeus à Seleção e fecha ciclo entre recordes e frustrações

Maior artilheiro da história do Brasil, passagem tem números gigantes, títulos importantes e a ausência do hexa

Foto: Raul Baretta/ Santos FC.

O primeiro gol pelo Brasil, ainda em 2010, em um amistoso contra os Estados Unidos, marcou o início de uma era em que o camisa 10 se tornaria protagonista absoluto da Amarelinha, carregando expectativas, recordes e a esperança de um país inteiro. Mas uma história linda e cheia de conquistas, parece ter chego ao fim. […]

O primeiro gol pelo Brasil, ainda em 2010, em um amistoso contra os Estados Unidos, marcou o início de uma era em que o camisa 10 se tornaria protagonista absoluto da Amarelinha, carregando expectativas, recordes e a esperança de um país inteiro.

Mas uma história linda e cheia de conquistas, parece ter chego ao fim.

Neymar deu o sinal mais forte até agora de que não pretende voltar a defender a Seleção Brasileira.

Após a vitória do Santos sobre a Universidad Central, da Venezuela, por 4 a 2, na última terça-feira (28), pela Sul-Americana, o camisa 10 afirmou que seu momento com a Amarelinha “já foi” e que não quer mais vestir a camisa do Brasil.

“Meu momento na Seleção Brasileira acho que já foi. Fiz história ali e sou muito feliz. Vivi muitas coisas ali. Dei meu sangue e minha vida, sempre lutei pela amarelinha, mas acho que não quero mais”, disse Neymar, em entrevista na zona mista da Vila Belmiro.

A fala vem poucas semanas depois da eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

Na saída de campo, ainda nos Estados Unidos, o atacante já havia indicado que aquela poderia ter sido sua despedida. “Eu tentei, eu tentei. Agora acabou”, afirmou na ocasião.

Neymar pelo Brasil

Pela equipe principal, soma 130 partidas, 80 gols e 58 assistências. Em 2023, após marcar duas vezes contra a Bolívia pelas eliminatórias, o camisa 10 chegou naquele momento à marca de 79 gols oficiais e ultrapassou o Rei Pelé e se tornou o maior artilheiro da história da seleção.

File:Brasil conquista primeiro ouro olímpico no futebol 1039247-20082016- mg 3424.jpg - Wikimedia Commons

Foto: Creative Commons

Neymar disputou quatro Copas do Mundo com a camisa 10: 2014, 2018, 2022 e 2026. Tornando-se o segundo jogador a usar a camisa 10 em quatro Copas, repetindo uma marca que somente Pelé tinha conquistado.

O único título pela equipe principal foi a Copa das Confederações de 2013, torneio em que foi protagonista, marcou na final contra a Espanha e terminou eleito o melhor jogador da competição.

File:ConfedCup2013Champions6.jpg - Wikimedia Commons

Foto: Creative Commons

Fora da Seleção principal, Neymar também liderou conquistas importantes. Em 2011, foi campeão e artilheiro do Sul-Americano Sub-20. Em 2016, comandou a equipe olímpica na conquista do ouro inédito do futebol masculino brasileiro, no Maracanã, com gol de falta na final contra a Alemanha e pênalti decisivo na disputa que terminou 5 a 4 para o Brasil.

File:Brasil conquista primeiro ouro olímpico nos penaltis 1039248-20082016- mg 0015cropped.jpg - Wikimedia Commons

Foto: Creative Commons

Um ciclo marcado por glórias e dores profundas

A trajetória de Neymar pela Seleção não foi feita apenas de recordes e títulos, mas também de momentos dolorosos.

Em 2014, ainda no auge da expectativa de uma Copa em casa, o atacante sofreu uma das cenas mais tristes de sua carreira: a lesão nas costas após a entrada dura de Zúñiga, na vitória sobre a Colômbia nas quartas de final.

O lance o tirou da semifinal histórica contra a Alemanha, que terminou no traumático 7 a 1.

Em 2018, na Rússia, o Brasil chegou como favorito, mas caiu nas quartas de final para a Bélgica por 2 a 1. Neymar, ainda em recuperação de lesão no pé no início do ciclo, foi alvo de críticas e não conseguiu evitar mais uma eliminação precoce, em um jogo que frustrou as expectativas de um time considerado um dos mais fortes do torneio.

Já em 2022, no Catar, o roteiro voltou a ser cruel. Neymar marcou na prorrogação contra a Croácia, igualou Pelé em gols pela Seleção e colocou o Brasil a poucos minutos da semifinal.

recognition Celebrity Object Detection Model by computer vision CTU lab

Foto: Creative Commons

No entanto, o empate no fim levou a decisão para os pênaltis, e a eliminação mais uma vez veio de forma dolorosa, com o sonho do hexa adiado.

A passagem de Neymar pela Seleção sempre viveu nesse contraste. De um lado, há os números: maior artilheiro, mais de uma década como referência técnica, 9 gols em Copas, protagonismo e impacto mundial.

De outro, há a cobrança por não ter conduzido o Brasil ao hexa e por ter vivido ciclos marcados por lesões, eliminações traumáticas e ausências em momentos decisivos.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais