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Willys Interlagos: avaliamos o carro Autoesporte 01 e está impecável

Carro histórico de corrida nacional, Willys Interlagos, retorna à capa após seis décadas, destacando legado, tecnologia da época e memória de pilotos

Reencontramos o carro que foi capa da primeira edição de Autoesporte 60 anos depois!
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  • Willys Interlagos, primeiro esportivo nacional baseado em projeto da Alpine (divisão esportiva da Renault), é destaque da edição de 60 anos da Autoesporte.
  • Motor Billancourt 1.0 de quatro cilindros e oito válvulas rende cerca de 70 cv; carro mede 3,78 metros de comprimento, 1,45 de largura, 1,14 de altura e 2,10 de entre-eixos.
  • desempenho histórico: de zero a cem km/h em 12 segundos, velocidade máxima de 180 km/h; suspensão independente herdada do Renault.
  • cabine simples e sem frescuras: sem ar-condicionado, sem encosto de cabeça e com fibra de vidro exposta; manopla de câmbio sem indicações de marchas e ré à esquerda; freios com tambores.
  • itens históricos e curiosidades: dedicatória escrita à mão pelo piloto Bird Clemente no carro; Leticia Bufoni estrelou capa da edição de 60 anos ao lado do Willys Interlagos.

O Willys Interlagos, o primeiro esportivo nacional baseado no projeto da Alpine, voltou a chamar a atenção na edição de 60 anos da Autoesporte. O carro foi destaque na revista, reacendendo o debate sobre a história do automobilismo brasileiro.

A reportagem da Autoesporte relembra a origem do modelo, desenvolvido na década de 1960 com motor Billancourt 1.0 de quatro cilindros, oito válvulas, rendendo 70 cv. A suspensão é derivada do Renault, ajustada para aprimorar a dirigibilidade, mantendo traços da época.

O veículo recuperado integra a celebração de 60 anos da publicação, com a primeira capa de Autoesporte retratada na edição atual. A revista também exibiu Leticia Bufoni na capa da edição em homenagem ao marco histórico.

Design e cabine

O interior do Willys Interlagos preserva o espírito de época, com pouca comodidade e muita fibra de vidro exposta. A cabine sem ar-condicionado, com apenas um encosto de cabeça, evidencia o foco em performance puro para a época.

A manopla de câmbio não traz indicações de marchas, e a ré fica à esquerda. O acelerador responde de modo direto, e a direção é relativamente leve, características que remetem ao público de pista da década de 1960.

Desempenho e dimensões

O carro mede 3,78 m de comprimento, 1,45 m de largura e 1,14 m de altura, com entre-eixos de 2,10 m. Segundo a Autoesporte, o desempenho é próximo ao que era esperado na época, com zero a 100 km/h em 12 segundos e velocidade máxima de 180 km/h.

Observa-se que os freios, com tambores, exigiam manejo cuidadoso, especialmente nos extremos de velocidade. Críticas apontaram o diâmetro dos tambores traseiros e a posição dos pedais, que demandavam ajustes de pilotagem.

Legado e contexto

O Willys Interlagos marcou época ao representar a produção nacional em pista, com tração traseira e desmultiplicação da direção. O carro é retratado com dedicatórias de pilotos que o guiaram e com referências à sua participação histórica no automobilismo brasileiro.

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