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Djokovic opta por não assinar demanda da PTPA e pede que outros jogadores se manifestem

PTPA, fundada por Djokovic, processa entidades do tênis por sistema "monopolístico". Jogadores pedem maior parte dos lucros.

Desde o anúncio da demanda coletiva da Associação de Jogadores Profissionais de Tênis (PTPA) contra os principais órgãos do esporte, Novak Djokovic não se manifestou publicamente. O tenista, que foi um dos fundadores da PTPA em 2020, optou por não assinar a carta que denuncia um sistema “monopolístico, corrupto, ilegal e abusivo”. Ele afirmou que […]

Desde o anúncio da demanda coletiva da Associação de Jogadores Profissionais de Tênis (PTPA) contra os principais órgãos do esporte, Novak Djokovic não se manifestou publicamente. O tenista, que foi um dos fundadores da PTPA em 2020, optou por não assinar a carta que denuncia um sistema “monopolístico, corrupto, ilegal e abusivo”. Ele afirmou que deseja que outros jogadores se posicionem e que, embora faça parte do comitê executivo, não possui poder decisório.

A carta, que foi apresentada a autoridades dos Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia, conta com a assinatura de jogadores como Nick Kyrgios e Anastasia Rodionova. Eles reivindicam uma maior fatia dos lucros gerados pelo tênis, que atualmente representa apenas 17% dos rendimentos, em comparação com outros esportes, como futebol e basquete, que variam entre 35% e 50%. Djokovic reconheceu que algumas expressões usadas na carta foram “muito fortes”, mas defendeu a importância da mensagem.

O tenista, que se prepara para competir no Masters de Miami, destacou que o tênis é o terceiro esporte mais popular do mundo, com 1,6 milhão de espectadores, mas ocupa apenas a nona posição em termos de distribuição de prêmios. Ele enfatizou que, apesar de algumas melhorias ao longo de sua carreira, ainda há mudanças fundamentais a serem feitas para garantir que mais jogadores possam viver do esporte.

Outros atletas, como Carlos Alcaraz e Coco Gauff, expressaram desconhecimento sobre a demanda, enquanto Aryna Sabalenka apoiou a reivindicação por um maior percentual de prêmios. Gauff mencionou que, apesar de estar bem remunerada, a comparação com outros esportes revela uma disparidade que precisa ser abordada. A PTPA, com um suporte financeiro de 26 milhões de dólares, continua a pressionar por mudanças significativas no cenário do tênis.

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