Perto da movimentação dos mecânicos e engenheiros, uma tenda discreta abriga o ETC, o “cérebro” digital da Fórmula 1. Este espaço, que não pode ser filmado, coordena as transmissões das corridas e processa bilhões de dados a cada evento. O ETC captura imagens de várias câmeras, incluindo drones e câmeras nos carros, e registra informações sobre os veículos e as comunicações entre pilotos e engenheiros. Sistemas de inteligência artificial ajudam a prever estratégias e a criar conteúdos para as redes sociais. David King, diretor de tecnologia digital da F1, destaca que os dados são fundamentais para contar histórias e atrair novos fãs, especialmente com o sucesso da série “Drive to Survive”. Para engajar essa nova audiência, a F1 investe em conteúdos curtos e análises em tempo real. Cada carro possui cerca de 300 sensores que geram uma enorme quantidade de dados, superando até mesmo o que o Telescópio Hubble envia em uma semana. A tecnologia na F1 evoluiu muito, especialmente desde que a infraestrutura de dados foi transferida para a nuvem em 2018. Agora, a análise de dados é mais rápida e eficiente, permitindo que as equipes tomem decisões mais informadas. Apesar do uso intensivo de tecnologia, a F1 continua sendo um esporte humano, onde a paixão e a experiência dos envolvidos são essenciais.
A Fórmula 1 tem se modernizado com o uso de tecnologia avançada, destacando o ETC (Centro Técnico do Evento) como o “cérebro” digital da categoria. Localizado em uma tenda discreta no paddock, o ETC coordena transmissões e processa bilhões de dados durante as corridas.
Durante a visita do GLOBO ao ETC em Ímola, na Itália, foi possível observar a complexidade do espaço, que captura sinais de câmeras, incluindo drones e câmeras nos carros. O centro processa dados de desempenho dos veículos, comunicações por rádio e sensores ao longo dos circuitos. Inteligência artificial é utilizada para prever estratégias e gerar conteúdos para redes sociais.
David King, diretor de tecnologia digital da F1, enfatiza que os dados são essenciais para a narrativa do esporte e para atrair novos fãs. Ele destaca que a F1 está investindo em formatos que interessam a uma nova audiência, que prefere conteúdos mais dinâmicos e menos longos. A série “Drive to Survive” da Netflix tem contribuído para esse aumento de interesse.
Inovações Tecnológicas
A digitalização na F1 também se reflete em ferramentas como o F1 Insights, que transforma dados em gráficos ao vivo, mostrando previsões de pit stops e comparações entre pilotos. Um recurso chamado “Time Lost” analisa erros dos pilotos e o tempo perdido em cada volta. Atualmente, um carro de F1 possui cerca de 300 sensores, gerando 1,1 milhão de pontos de dados por segundo.
Desde a migração da infraestrutura de dados para a nuvem em 2018, a análise de dados se tornou mais eficiente. Ruth Buscombe, engenheira e comentarista da F1 TV, explica que a automação de processos, como a transcrição de comunicações entre engenheiros e pilotos, agora é feita por inteligência artificial.
Impacto no Regulamento
O uso intensivo de dados também influenciou mudanças nas regras da F1. Em 2022, um novo design aerodinâmico foi introduzido para facilitar ultrapassagens, baseado em simulações com IA. Julie Souza, diretora global de esportes da AWS, ressalta que a F1 gera mais dados em alguns segundos do que outras ligas esportivas em uma partida inteira.
Apesar da tecnologia, Ruth Buscombe afirma que a F1 continua sendo um esporte humano. “A paixão por esportes é movida pela nossa humanidade,” diz ela, destacando a importância da combinação entre experiência humana e análise de dados.
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