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Brasil não sedia mais a final da Fórmula 1: motivos e efeitos

F1 avalia manter Américas antes do Oriente Médio para fechar o campeonato, com possível retorno ao início do ano por Ramadã e calor no meio do ano

Autódromo de Interlagos visto do alto (Foto: Acervo Lance!)
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  • A Fórmula 1 disputa o GP de Abu Dhabi, última etapa do campeonato de pilotos.
  • O Brasil não sedia a final desde 2014; Abu Dhabi passou a ser a corrida decisiva, com o país tendo seis finais nos últimos 20 anos, quatro delas definindo o título.
  • A sugestão logística é manter corridas nas Américas (México, Brasil e Las Vegas) antes do Oriente Médio (Catar, Abu Dhabi) para não inverter o ritmo.
  • Datas no Bahrein e Arábia Saudita dependem do Ramadã; provas no meio do ano enfrentariam calor extremo, o que complica realocação para o início do ano.
  • Além do Brasil, a China também já sediou a última etapa da Fórmula 1.

A Fórmula 1 está na fase de definição do campeonato de pilotos com o GP de Abu Dhabi. O Brasil não sedia mais a última etapa desde 2014, quando Abu Dhabi passou a fechar o calendário. A logística atual sugere manter corridas nas Américas (México, Brasil e Las Vegas) antes de seguir para o Oriente Médio (Catar, Abu Dhabi).

Especialistas avaliam que a ordem de viagens entre continentes pode favorecer o funcionamento do calendário. A ideia é deslocar parte das provas para o início do ano, reduzindo deslocamentos repetidos entre continentes. A programação enfrenta restrições de datas em Bahrain e Arábia Saudita, ligadas ao Ramadã.

Outro ponto discutido é o clima: corridas no meio do ano, no Golfo, enfrentariam calor extremo, o que inviabilizaria algumas janelas. Dados históricos mostram que, nas últimas duas décadas, o Brasil sediou seis finais de F1, com quatro decisões de título. Abu Dhabi foi palco da final em 14 ocasiões; a China também já abrigou a etapa derradeira.

Perspectivas de calendarização

A sugestão atual é priorizar Américas antes do Oriente Médio, mantendo a sequência entre México, Brasil e Las Vegas antes de Catar e Abu Dhabi. Tal escolha buscaria otimizar logística, bilheteira e segurança operacional. Fontes do setor apontam que a solução requer ajustes finos nas datas anuais.

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