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Muchova amplia reclamação sobre calendário, diz que regras são rígidas

Muchova critica calendário de tênis por regras obrigatórias, pressionando jogadoras a competir lesionadas e pedindo pausas maiores e maior premiação

Karolina Muchova (Foto: Mathieu Belanger/Tennis Canada)
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  • Karolina Muchova, em entrevista à Forbes, critica o calendário extenso do tênis e as regras rígidas que, segundo ela, obrigam jogadoras a competir mesmo sem estarem 100% fisicamente.
  • Ela cita seis torneios WTA 500 obrigatórios, todos os WTA 1000 e os Grand Slams como parte da programação anual.
  • A tenista afirma que, sem penalidades, iria para a Austrália e só retornaria em novembro; já jogou lesionada para evitar multas.
  • Muchova diz que a agenda intensa afeta a saúde física e mental, pede pausa maior para a saúde das jogadoras e mais atenção ao tema.
  • Também cobra maiores premiações, principalmente nos Grand Slams, e menciona que começar no domingo gera um dia extra de faturamento; cita que o vencedor do US Open leva cinco milhões de dólares, enquanto a soma dos jogadores nas qualificações chega a duzentos milhões.

Karolina Muchova, atualmente na 19ª posição do ranking, comentou em entrevista à Forbes sobre o calendário de tênis, em Nova York. Ela aponta que a agenda é excessivamente extensa e que as regras obrigam a participação em diversos torneios, o que afeta a saúde física dos jogadores.

A jogadora tcheca critica a obrigatoriedade de seis torneios WTA 500 e de todos os WTA 1000, além dos Grand Slams, muitos com duração de duas semanas. Segundo Muchova, o ritmo é tão intenso que pode levar a jogar lesionada para evitar penalidades.

Ela também afirma que manter esse ritmo a longo prazo é inviável, prejudicando especialmente a saúde mental. Ainda, comenta que a situação inspira cada vez mais debates no circuito, com jogadoras buscando espaço para priorizar o bem-estar.

Em relação à remuneração, Muchova cobra maior valor aos atletas, sobretudo nos Grand Slams. Ela observa que o início da competição em domingos gera dia extra de faturamento para os organizadores, enquanto o retorno financeiro aos jogadores permanece baixo quando comparado a outros esportes. Destaca que, por exemplo, o campeão do US Open leva 5 milhões de dólares, e que, somadas as rodadas de qualificação, a soma pode chegar a cerca de 200 milhões.

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