- Dana White, CEO do UFC, foi intimado pela justiça dos EUA para depor em um caso antitruste movido por Mischa Cirkunov, ex-lutador da organização.
- A audiência envolve também Tracy Long, chefe jurídica do UFC, e está relacionada a alegações de monopólio no mercado de MMA.
- O processo já levou o UFC a abrir acesso a informações sobre pagamentos a atletas e contratos, incluindo dados do celular de White; advogados de acusação alegam lacunas na produção de mensagens.
- O juiz Richard F. Boulware determinou audiências de espoliações, marcadas para os dias 4 e 5 de fevereiro, para ouvir White e Long.
- Esta é a terceira vez que o UFC enfrenta acusações de práticas antitruste; casos anteriores não tiveram desfecho definitivo e houve acordos fora dos tribunais em algumas ações.
Dana White, CEO do UFC, foi intimado pela justiça dos EUA para depor em um caso antitruste contra a organização. A ação, movida por Mischa Cirkunov, envolve alegações de monopólio no MMA. White e a chefe jurídica da empresa, Tracy Long, foram chamados a testemunhar. As informações são do MMA Junkie.
O processo aponta falhas na competição e busca esclarecer evidências sobre práticas da organização. Em tramitação, já houve determinação de acesso a dados de pagamentos a atletas e contratos, incluindo informações do celular de White.
Cirkunov lutou no UFC entre 2015 e 2022, totalizando 13 disputas, com seis vitórias e sete derrotas.
Progresso do caso e contexto
A Justiça ordenou uma audiência de espoliações para apurar possíveis destruições de provas. As sessões estão marcadas para 4 e 5 de fevereiro, sob o comando do juiz Richard F. Boulware. O UFC já enfrenta questionamentos sobre transparência em pagamentos e acordos contratuais.
Advogados de defesa afirmam haver inconsistências na produção de mensagens entre White e Long, o que sustenta o argumento de riscos de destruição de evidências. A audiência visa esclarecer essa possibilidade.
O UFC, que soma acordos recentes com lutadores, já pagou mais de US$ 350 milhões a mais de uma centena de atletas, em ajustes por lutas e contratos ao longo dos anos.
Histórico de ações contra o UFC
Essa é a terceira acusação de antitruste contra o UFC, segundo o material de referência. Em ação anterior, lutador Cung Le foi envolvido, mas o caso foi resolvido fora dos tribunais. A organização também enfrentou críticas de ex-lutadores em cartas públicas sobre danos físicos decorrentes da carreira.
Wanderlei Silva figura entre os ex-atletas que denunciaram impactos da atividade no UFC, mencionando sequelas físicas e buscando celeridade em acordos financeiros.
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