- Rafaela Silva revelou que chegou a cogitar suicídio após a desclassificação nas Olimpíadas de Londres em 2012 e pelos ataques nas redes sociais.
- Ela diz ter enfrentado um período difícil com críticas online e racismo, e que precisou de trabalho psicológico para retomar os treinos.
- No Rio de Janeiro, em 2016, conquistou o ouro olímpico; em Paris, ficou com o bronze por equipes, no ciclo seguinte.
- A atleta mudou de categoria, passando de até cinquenta e sete quilos para até sessenta e três quilos, buscando manter a zona de classificação olímpica.
- Ela passou a não entrar nas redes sociais antes de grandes eventos e não responder à família, para preservar a saúde mental.
Nesta quarta-feira (7), Rafaela Silva participou do lançamento do livro de Nell Salgado, no Rio de Janeiro. A judoca olímpica falou sobre a cobrança nas redes e revelou ter cogitado suicídio em 2012, após a desclassificação nas Olimpíadas de Londres.
Na ocasião, a atleta comentou que recebeu ataques racistas online após o resultado. Ela relatou que precisou de suporte psicológico para retomar a preparação e seguir treinando, alcançando medalhas em edições subsequentes.
A decisão de evitar as redes sociais antes de grandes eventos foi destacada por Rafaela para preservar o foco e a saúde mental. A prática inclui não responder a familiares e apagar conteúdos durante períodos de competição.
O papel das redes sociais na mente dos atletas
A entrevista abordou o impacto do bullying virtual e da exposição pública. Segundo Rafaela, as redes aproximam fãs, mas também ampliam críticas. A atleta enfatizou a importância de priorizar quem a apoia.
Rafaela descreveu a adoção de estratégias para lidar com mensagens negativas. Hoje, mantém o foco no desempenho e evita leituras que possam comprometer o equilíbrio emocional durante o ciclo olímpico.
Novo ciclo e metas olímpicas
No âmbito esportivo, a atleta mudou de peso, indo de até 57 kg para até 63 kg. O objetivo é manter-se na zona de classificação olímpica e buscar novas oportunidades em Jogos próximos.
Os resultados em 2025 têm sido positivos, com medalhas em etapas do circuito mundial. Rafaela ressaltou que a adaptação física exigiu tempo, mas o desempenho atual indica conforto na nova categoria.
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