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Milão e Cortina serão sedes das Olimpíadas de Inverno 2026

Milão-Cortina 2026 adota descentralização com seis clusters, exigindo logística integrada, conectividade ferroviária e vilas descentralizadas para atletas

Medalhas das Paralimpíadas de Inverno em Milão-Cortina (foto: ANDREA PATTARO / AFP)
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  • Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 ocorrerão entre 6 e 22 de fevereiro, com descentralização oficial entre Milão e Cortina d’Ampezzo.
  • Serão seis clusters (zonas) de competição distribuídos pela região norte da Itália, eliminando a necessidade de uma única Vila Olímpica.
  • A cerimônia de abertura será no Estádio Giuseppe Meazza (San Siro), em Milão, e a de encerramento no Arena di Verona.
  • Principais sedes incluem Milão (hóquei no gelo, patinação, abertura), Cortina d’Ampezzo (esqui alpino feminino, deslizamento), Val di Fiemme (disciplinas nórdicas), Valtellina (esqui alpino masculino e snowboard), Anterselva (biatlo) e Verona (encerramento).
  • A escolha, em 24 de junho de 2019, foi Milão-Cortina, com 93% de instalações já existentes ou temporárias; Turim saiu da candidatura após divergências logísticas.

Milão-Cortina 2026 marca a primeira edição olímpica oficialmente descentralizada, com duas sedes anunciadas. Os Jogos, entre 6 e 22 de fevereiro, adotam um modelo de clusters para distribuir competições entre Milão e Cortina d’Ampezzo, nas Dolomitas. A logomarca visa reduzir custos e ampliar o uso de instalações existentes.

A decisão, anunciada após a vitória italiana em 24 de junho de 2019, ocorreu em Lausanne, na Suíça. Milão aparece como polo urbano e Cortina como centro alpino, consolidando um eixo que não conta com uma única Vila Olímpica central, mas vilas descentralizadas em várias regiões. Turim saiu do projeto após divergências políticas e logísticas.

Para viabilizar o planejamento, o COI aprovou seis clusters geográficos. Milão abrigará esportes de gelo indoor, com a cerimônia de abertura no Estádio Giuseppe Meazza (San Siro). Cortina d’Ampezzo receberá esqui alpino feminino, Curling e esportes de deslizamento como bobsleigh, luge e skeleton.

Val di Fiemme, na região de Trento, será o polo de disciplinas nórdicas, incluindo esqui cross-country, salto e combinado nórdico; a patinação de velocidade em pista longa pode ocorrer em Baselga di Piné, com possibilidade de ajuste por custos. Bormio e Livigno formarão o cluster da Valtellina, para esqui alpino masculino, snowboard e freestyle.

Anterselva ficará dedicada ao biatlo olímpico, enquanto Verona sediará a cerimônia de encerramento. Não haverá uma única Vila Olímpica; atletas ficarão em vilas distribuídas por Milão, Cortina, Livigno e outras áreas, com hotéis específicos para equipes. A logística reforça uso intensivo de trens de alta velocidade e melhoria de acessos rodoviários.

Entre os principais palcos, destacam-se o Estádio San Siro para a abertura, a Arena de Verona para o encerramento, a Pista Olympia delle Tofane em Cortina para o alpino feminino e o Eugenio Monti Sliding Centre para bobsleigh, luge e skeleton. O hockey masculino e feminino terá partidas divididas entre o PalaItalia Santa Giulia e o PalaTrussardi, em Milão, já que a região deverá receber a maior parte dos espectadores.

Desafios logísticos acompanham o formato expandido. A maior área de cobertura envolve Lombônia, Vêneto, Trento e Bolzano, o que torna os Jogos 2026 o evento mais extenso geograficamente na história olímpica recente. Questionamentos sobre custos também cercaram a reconstrução da pista de bobsleigh em Cortina, com sugestões do COI de usar estruturas no exterior para reduzir despesas, propostas rejeitadas pelo governo italiano.

A expectativa é de que a participação da NHL dimine o impacto na organização, trazendo maior demanda de transporte e segurança no cluster de Milão. O modelo descentralizado será monitorado para avaliar sua viabilidade prática, buscando demonstrar que grandes eventos podem ocorrer sem uma única sede central.

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