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Retorno de Jaque e aumento da longevidade de atletas no voleibol

Retorno de Jaque reforça tendência de maior longevidade no vôlei, com treino individualizado, pilates e tecnologia médica mantendo atletas ativos além dos 40

Jaque atuou como líbero na estreia pelo Pinheiros (Foto: Fernanda Georges/ECP)
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  • Jaqueline retornou à Superliga B, entrando no grupo de atletas com 40+ e reforçando a tendência de longevidade no vôlei.
  • A jogadora atribui a continuidade ao trabalho da comissão técnica, que cuida do condicionamento e planejamento da carreira.
  • Dani Lins revelou que pilates e treinos rigorosos são pilares da sua longevidade, mantendo inspiração para as novas atletas, com cerca de sete meninas já praticando.
  • Avanços tecnológicos na medicina esportiva ajudam a monitorar carga, sono e recuperação, permitindo treinamentos mais personalizados e menos invasivos.
  • Em atletas acima de 30 anos, a médica Flávia Magalhães enfatiza foco na recuperação e no condicionamento cardiorrespiratório para manter desempenho e saúde.

Jaqueline retorna às quadras na Superliga B e reacende o debate sobre a longevidade no vôlei. A bicampeã olímpica reforçou o grupo de atletas com mais de 40 anos, mostrando que a carreira pode se estender com planejamento e apoio técnico.

O que impede o envelhecimento não é apenas a vontade, mas o acompanhamento de cada atleta. A técnico enfatiza que o cuidado com o tempo de recuperação, a gestão de carga e a preparação específica para esse perfil tem sido decisivo para manter o rendimento em alto nível.

Segundo Jaque, o trabalho conjunto entre comissão técnica e atletas tem permitido seguir em quadra sem abrir mão da prevenção. Ela cita a atenção aos sinais do corpo e o planejamento para evoluções futuras como chave para a longevidade.

Tecnologia, treino individualizado e descanso

Avanços tecnológicos na medicina esportiva ajudam a monitorar frequência cardíaca, sono e gasto energético. Esses recursos permitem ajustar treinamentos de forma individualizada, reduzindo riscos e preservando a condição física.

A médica Dra. Flávia Magalhães destaca que o principal desafio são momentos de explosão e a sobrecarga nas estruturas de salto. A análise biomecânica ajuda a ajustar gestos técnicos para diminuir esse peso nas articulações.

A área médica reforça que mudanças ocorrem já a partir dos 30 anos. Nesse cenário, a recuperação ganha atenção especial, com recomendações voltadas a cargas, sono e condicionamento cardiorrespiratório.

Fatores pessoais de longevidade

Dani Lins revela uso contínuo do pilates como parte essencial do treino desde 2009, com aplicação prática no dia a dia de quadra. Ela aponta que o hábito se difundiu entre novas atletas, reforçando a ideia de treino cuidadoso para manter alto rendimento.

A prática indicada pela levantadora envolve exercícios no solo e em quadra, sem depender apenas de aparelhos. O objetivo é modular a carga, melhorar a mobilidade e favorecer a recuperação muscular ao longo da temporada.

Especialistas ressaltam que a combinação de tecnologia, planejamento individualizado e recuperação adequada cria um cenário mais seguro para atletas veteranos. A tendência é de continuidade nas ligas nacionais, com atletas buscando manter desempenho sem abrir mão da saúde.

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