- Os Jogos de Milão-Cortina 2026 adotam um modelo descentralizado, priorizando infraestrutura existente ou temporária para reduzir custos e impactos ambientais.
- Cerca de 92% das arenas utilizadas já estão em operação regular ou serão desmontadas após os Jogos, seguindo a Agenda 2020+5 do Comitê Olímpico Internacional.
- O evento será distribuído por várias regiões do norte da Itália, organizando tribunais em clusters que vão de Milão a Cortina d’Ampezzo, Val di Fiemme, Anterselva e Verona.
- Principais locais: Milão (San Siro, Fiera Milano Rho e PalaItalia Santa Giulia), Cortina d’Ampezzo (Olympia delle Tofane e Estádio Olímpico de Gelo), Val di Fiemme/Anterselva (Predazzo e Arena Alto Adige) e Verona (Arena di Verona para a cerimônia de encerramento).
- A edição também aborda controvérsias, como a reconstrução da pista de sliding Eugenio Monti em Cortina, com custo estimado em € 118 milhões, além de debates sobre uso de neve artificial e recursos hídricos.
Milão-Cortina 2026 adota um modelo de organização olímpica baseado na reutilização de infraestrutura existente, com foco em reduzir custos, obras novas e impactos ambientais. O plano, defendido pela candidatura italiana, prioriza instalações já operacionais ou temporárias para o evento.
Ao todo, cerca de 92% das arenas devem já estar em uso regular ou ser desmontadas após os Jogos. A proposta segue a Agenda 2020+5 do COI, que incentiva adaptar os Jogos às cidades anfitriãs, em vez de impor estruturas pesadas de longo prazo.
O resultado é um evento descentralizado, distribuído por regiões do norte da Itália, aproveitando a tradição esportiva local e reduzindo o risco de legado ocioso no pós-olímpico.
Estrutura do plano sustentável
Milão-Cortina 2026 divide o evento em clusters geográficos, em uma área superior a 22.000 km². A logística de transporte ganha destaque, com ênfase em transporte coletivo elétrico ou híbrido para conectar sedes distantes.
As arenas são classificadas em existentes, temporárias e novas (legado). Infraestrutura existente recebe adaptações pontuais; temporárias são removidas após os Jogos; novas recebem uso contínuo com financiamento privado.
Mapeamento de arenas e uso de infraestrutura
Milão recebe a cerimônia de abertura no San Siro, que não exigirá nova arena. A Fiera Milano Rho será adaptada para patinação de velocidade e hóquei, enquanto o PalaItalia Santa Giulia é a principal nova construção permanente, com cerca de 16 mil lugares.
Cortina d’Ampezzo mantém Olympia delle Tofane e reformará o Estádio Olímpico de Gelo para curling, preservando patrimônio histórico. Em Val di Fiemme e Anterselva, Predazzo recebe trampolins de salto com modernizações; Anterselva mantém Arena Alto Adige como centro de biatlo com ajustes mínimos.
Verona envolve a Arena di Verona para a cerimônia de encerramento, destacando o uso de patrimônio histórico na estrutura do evento.
Controvérsias e limites
A principal controvérsia envolve a reconstrução da pista de sliding Eugenio Monti em Cortina d’Ampezzo, destinada a bobsleigh, skeleton e luge. A decisão de reconstruí-la, com custo estimado em €118 milhões, gerou críticas de ambientalistas e do COI.
A gestão de neve artificial também é um desafio, com demanda por água e energia. A organização aposta em sistemas eficientes de bombeamento, reservatórios e reaproveitamento hídrico para manter a certificação de sustentabilidade.
Singularidades do evento
Milão-Cortina 2026 será a primeira edição com dois nomes oficiais de cidades, separadas por cerca de 400 km. Cortina retorna ao programa 70 anos após 1956, reutilizando infraestrutura e capital simbólico da edição histórica.
O logotipo oficial, intitulado Futura, foi escolhido por votação online, reforçando o engajamento digital e a redução de materiais impressos. O evento funciona como laboratório para futuros megaeventos, testando reutilização de infraestrutura, logística e recursos disponíveis.
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