- Estudo Perfil do Atleta Brasileiro da Ticket Sports aponta 2,9 milhões de inscrições em 3.512 eventos, com maior participação de mulheres (52,4%) e público mais jovem.
- Em 2025, cerca de quarenta por cento dos eventos cadastrados usaram o módulo de inscrições em grupo, que representou cinco por cento do volume, mas teve ticket médio vinte e sete por cento maior.
- A receita vem mais de assessorias esportivas e comunidades organizadas; cinquenta e dois por cento dos atletas competiram fora de sua cidade ou estado, impulsionando o turismo esportivo, com o Sul registrando alta de 3,1%.
- A idade média dos inscritos caiu para 38 anos; a geração Z responde por 18,9% da base, enquanto a corrida de rua continua respondendo por aproximadamente setenta e cinco por cento da receita.
- A base internacional da Ticket Sports cresceu duzentos e vinte por cento em 2025, mas ainda representa parcela pequena; o estudo também aponta desperdício de tamanhos de camisetas, sinal de ineficiências operacionais.
O mercado de eventos esportivos no Brasil cresceu em 2025, segundo o estudo Perfil do Atleta Brasileiro, da Ticket Sports. A pesquisa analisou 2,9 milhões de inscrições em 3.512 eventos, revelando mudanças no perfil dos atletas, com participação cada vez maior de mulheres e de jovens.
Entre os principais indicadores, as mulheres passaram a representar 52,4% do total de inscritos, abrangendo atletas de nível competitivo e um público mais jovem, ávido por novas ofertas. A mobilidade também aumentou, com 52% dos atletas competindo fora de seus estados.
Na prática, o setor depende mais de assessorias esportivas e comunidades organizadas, que elevam o gasto por atleta. Em 2025, 40% dos eventos cadastrados utilizaram o módulo de inscrições em grupo, respondendo por 5% do volume, mas com ticket médio 27% acima da média da plataforma.
O perfil do consumidor e o turismo esportivo
A idade média dos inscritos caiu para 38 anos, e a Geração Z já representa 18,9% da base. Esse público tende a comprar ingressos com recorrência, mas busca opções mais acessíveis, o que explica a liderança da corrida de rua, que concentra 75,3% da receita, mesmo com maior diversidade de modalidades.
Mais da metade dos atletas (52%) competiu em cidade ou estado diferente. O movimento reforça o papel do esporte como vetor de turismo, mas a distribuição regional de eventos manteve-se estável desde 2024, exceto pelo Sul, que registrou alta de 3,1%.
Internacionalização, custos e tendências
A base internacional da Ticket Sports cresceu 220% em 2025, ainda representando uma parcela pequena do total. A demanda por eventos no Brasil e no exterior cresce mais rápido que a capacidade de estruturação logístic a, pagamentos e integração de calendários.
O estudo também aponta ineficiências operacionais. Pela primeira vez, foram analisados tamanhos de camisetas escolhidos pelos atletas, revelando desperdícios e planejamento inadequado. A concentração de pedidos em poucos tamanhos pressiona margens em um mercado com custos elevados de transporte e estoque.
“Os dados indicam um setor em expansão, mas com gargalos de eficiência e monetização”, avalia o CEO da Ticket Sports, Daniel Krutman. Segundo ele, o valor reside na leitura de comportamento de consumo esportivo, mais do que no volume em si.
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