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Lesão de quadril de Guga não é a mesma avaliada por João Fonseca

Lesão de quadril de Guga e a condição de João Fonseca têm causas distintas; médicos divergem sobre cirurgia, priorizando função, longevidade e reabilitação

Arte compara as lesões de João Fonseca com a de Guga Kuerten (Foto: Arte/Lance!)
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  • Diferença entre as lesões: Guga teve lesão no quadril, que afeta mobilidade, enquanto João Fonseca tem coluna retificada; as decisões médicas hoje priorizam preservar função e longevidade do atleta.
  • O ortopedista Emiliano Vialle cita que modificações técnicas no tênis podem reduzir crises; há casos de cirurgia em atletas, como Bia Hadad (2018) e Daniil Medvedev (2022), com retorno ao circuito em menos de seis meses.
  • Sobre Guga, a cirurgia era considerada imprescindível por envolver cápsula articular; João tende a ter caso menos grave em comparação.
  • A chamada de Juliana Munhoz Vergara é de que a coluna retificada não é reversível, mas pode ser controlada com treino, proporcionando longevidade esportiva a João, de 19 anos; não é sentença de fim de carreira, mas exige atenção constante.
  • Gabriel Bessa destaca a evolução da medicina: diagnóstico por imagem mais preciso, biomecânica melhor compreendida e tratamento minimamente invasivo de lesões labrais com foco em reabilitação e prevenção.

O caso de lesões envolvendo o brasileiro João Fonseca e o ex-número 1 Gustavo Kuerten é analisado por médicos especialistas, que apontam diferenças importantes entre as condições e as opções de tratamento. Enquanto a lesão de Guga envolve uma cápsula articular do quadril, a condição de Fonseca é descrita como uma “coluna retificada” com implicações diferentes para a biomecânica.

Para o neurocirurgião Jackson Daniel Sousa Silva, há distinção entre as situações, ainda que permitam comparação na tomada de decisão clínica. A lesão no quadril de Guga afeta a mobilidade e a performance, enquanto a coluna retificada representa uma alteração mais global da biomecânica, influenciando a função a longo prazo.

O ortopedista Emiliano Vialle, chefe do grupo de coluna do Hospital Universitário Cajuru, aponta que, no tênis, modificações técnicas podem reduzir crises relacionadas ao formato da região. Casos de cirurgia em atletas que operaram a coluna, como Bia Hadad e Daniil Medvedev, mostram recuperação em menos de seis meses em muitos casos.

Sobre o caso específico de João Fonseca, Vialle indica que não há detalhes suficientes para avaliar necessidade cirúrgica, mas ressalta que a intervenção em cápsula articular costuma ser necessária para cicatrização adequada. O quadril oferece maior amplitude de movimento em comparação à coluna, o que influencia o prognóstico.

Juliana Munhoz Vergara, outra ortopedista especializada, afirma que a coluna retificada não é reversível, porém pode ser controlada com treino adequado. Em jovens atletas como Fonseca, de 19 anos, há potencial para longevidade esportiva, sem necessariamente encerrar a carreira, desde que haja acompanhamento constante.

Gabriel Bessa, ortopedista do Hospital Ortopédico AACD, destaca que, há 20 anos, o diagnóstico por imagem e a compreensão biomecânica eram menos precisos. Hoje, muitas lesões labrais podem ser tratadas de forma minimamente invasiva, com foco maior na reabilitação e na prevenção.

O apoio público ao caso ganhou a participação de Marcelo Demoliner, duplista que postou um vídeo de solidariedade a Fonseca. Demoliner ressalta que não se deve apressar o tratamento do top brasileiro, enfatizando cautela na condução clínica.

A evolução médica recente evidencia avanços na artroscopia de quadril e em abordagens terapêuticas menos invasivas. A decisão entre cirurgia e manejo conservador depende de fatores como localização da lesão, função articular e tempo de recuperação previsível.

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