- O Centro de Treinamento Esportivo do Rio Grande do Sul (CETE) corre risco de fechar após o governo estadual requisitar a desocupação do espaço até 7 de janeiro.
- A Federação de Ginástica do Rio Grande do Sul (FGRS) conseguiu uma liminar movida por ação popular, suspendo a ordem de desocupação no dia 13 de janeiro.
- O CETE atende cerca de 400 jovens, com equipamentos herdados dos Jogos Olímpicos de 2016, que poderiam ficar sem destino se o espaço fosse desocupado.
- A Secretaria de Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul informou que o novo edital, ainda neste mês, manterá as modalidades de ginástica previstas, com alterações apenas no prazo de vigência e no subsídio.
- A campeã Daiane dos Santos manifestou apoio à Federação e, por ora, foi autorizado o “Projeto Verão” do CETE, que ocorrerá entre janeiro e fevereiro e oferece atendimento gratuito à comunidade.
O Centro de Treinamento Esportivo (CETE) do Rio Grande do Sul, um dos principais polos públicos de ginástica do país, corre o risco de fechar. A disputa envolve o governo estadual, que pediu a desocupação, e a Federação de Ginástica do Rio Grande do Sul (FGRS), que busca manter o espaço em funcionamento. A tensão cresceu após uma ordem informal repassada por mensagem, com prazo para desocupar até 7 de janeiro.
Não houve retirada dos aparelhos até o momento. Na terça-feira (13), a FGRS conseguiu uma liminar movida por ação popular, que suspende a desocupação. O CETE atende cerca de 400 jovens por meio de projetos sociais e abriga equipamentos obtidos a partir do legado dos Jogos Olímpicos do Rio 2016.
A situação ganhou contornos políticos e jurídicos. O CETE ocupa espaço público destinado à ginástica, com impactos diretos para crianças e famílias da região. A expectativa é de que o novo edital, ainda neste mês, mantenha as modalidades atuais, com ajustes apenas no prazo de vigência e no subsídio financeiro.
Estadual vê solução jurídica para continuidade
A Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) disse à imprensa que o governo trabalha em uma solução segura para manter as atividades até o lançamento do novo edital. A nota afirma que os equipamentos não serão retirados, enquanto a nova concorrência é aberta ainda em janeiro.
Daiane dos Santos, campeã mundial e apoiadora da FGRS, manifestou preocupação com a desocupação e pediu apoio ao governo para a continuidade do projeto. Ela ressaltou que a interrupção afetaria crianças e famílias que dependem do CETE para prática da ginástica.
Com autorização de José Luiz, presidente da FGRS, o CETE mantém o projeto Verão, entre janeiro e fevereiro, com atividades gratuitas para a comunidade nas modalidades de ginástica. A iniciativa é apresentada como continuidade de ações sociais no espaço até a definição do edital.
O que muda com o edital e próximos passos
A FGRS aponta que o edital deverá preservar as modalidades atuais, mas com alterações administrativas ligadas ao prazo e ao financiamento. A SEL, por sua vez, afirma que a solução jurídica visa manter atividades até a publicação do edital, sem detalhar o conteúdo definitivo.
O desfecho depende de decisão judicial e da tramitação do novo edital. A orientação é seguir acompanhando a defesa do CETE e as medidas anunciadas pela SEL, até que haja confirmação oficial sobre a continuidade das atividades no local.
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