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Cortes no Flamengo atingem atletas, de campeões olímpicos a jovens

Flamengo faz reestruturação olímpica: cortes de atletas, encerramento do pararemo e revisão de categorias de base; vôlei atrai investimento, basquete permanece estável

Luiz Eduardo Baptista, o Bap, em eleição em que se tornou presidente do Flamengo (Foto: Delmiro Junior / Photo Premium / Gazeta Press)
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  • O Flamengo iniciou uma reestruturação na área olímpica, com cortes que atingem desde atletas profissionais até jovens das categorias de base, com foco em redução de custos.
  • A saída de Isaquias Queiroz; Guilherme Caribé e demais atletas de canoagem foram anunciadas, sob a justificativa de distância entre a Gávea e Rio de Janeiro para manter o trabalho estruturado.
  • O clube encerrou a modalidade paralímpina pararemo, dispensando Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos e Valdenir Junior, citando baixo impacto financeiro.
  • Crianças também sofrem mudanças: as categorias sub-13 e sub-15 da natação e do judô foram retiradas do alto rendimento; Rafaela Silva tende a deixar o Flamengo, conforme informações não oficializadas.
  • Enquanto isso, o vôlei recebe investimentos e o basquete permanece estável; o basquete é visto como sustentável por meio de patrocínios próprios e atração de alunos para as escolinhas.

O Flamengo vive uma reestruturação na área olímpica, com cortes que atingem desde profissionais até atletas de base. A saída de Isaquias Queiroz sinalizou o caráter da mudança: reduzir custos em todos os níveis.

Guilherme Caribé, principal nome da nova geração da natação, foi a primeira baixa de peso anunciada antes da gestão de Bap. Não houve explicação oficial, mas a distância para o Rio é apontada como fator comum em relação a Isaquias.

Além de Canoagem, o clube dispensou todo o elenco da modalidade, incluindo Gabriel Assunção, Mateus dos Santos e Valdenice do Nascimento. A razão dada foi a não residência nem treino no Rio de Janeiro, dificultando a integração com as categorias de base.

O Flamengo também encerrou o pararemo, único destaque paralímpico do clube. Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos e Valdenir Junior foram desligados, com custo mensal estimado em torno de 10 mil reais, pouco diante do faturamento do clube.

Cortes que atingem as crianças e as categorias de base

As mudanças atingem a formação de base em natação e judô. Sub-13 e sub-15 da judô tiveram o status de alto rendimento retirado, segundo comunicados aos responsáveis. A reestruturação busca autossustentabilidade financeira.

Na natação, o quadro é similar: o projeto passa por reorganização para reduzir déficits entre custos de estrutura, viagens e equipes técnicas e as receitas previstas. A avaliação interna aponta centros de custos deficitários.

A possível saída de Rafaela Silva, campeã olímpica de 2016, também circula entre os bastidores. O contrato da judoca com o Flamengo vence no fim de janeiro, e a confirmação ainda não foi oficializada.

Vôlei avança, basquete permanece estável

Em contrapartida, o vôlei volta a ganhar projeção. O clube firmou parceria mais robusta com o Sesc RJ, ao fim de 2025, e passou a investir no time com o envolvimento direto da gestão. Bernardinho passou a coordenar a base do clube.

O basquete segue com cenário estável. O Flamengo mantém o investimento na modalidade, que tem patrocinadores próprios e atrai alunos para as escolinhas, mantendo a continuidade dos trabalhos.

A diretoria do Flamengo não se manifestou oficialmente sobre as mudanças, conforme apurado pela reportagem. O clube não confirmou nem negou os desligamentos de atletas de alto rendimento.

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