- Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) comandou, pela primeira vez, o Campeonato Brasileiro de parkour, coroando os primeiros campeões nacionais.
- O Brasil será sede dos campeonatos Pan-Americano e Sul-Americano de Ginástica em 2026, com o parkour incluído pela primeira vez nos cronogramas oficiais.
- As competições seguirão no formato indoor, em ginásios, com a meta de, aos poucos, levar o parkour para as ruas até 2027.
- Bianca Tavares, do Fluminense, foi campeã brasileira em duas modalidades: Speed, com tempo de 22,342 segundos, e Freestyle, com 14,800 pontos.
- O tema também aborda o debate sobre a relação entre parkour e ginástica, destacando a evolução da percepção institucional e o debate sobre legitimidade da Federação Internacional de Ginástica.
O Campeonato Brasileiro de parkour aconteceu pela primeira vez sob a gestão da CBG, abrindo a nova fase da modalidade no Brasil. A competição serviu como teste para um plano de expansão do esporte no país.
A CBG anunciou que o Brasil sediará, em 2026, os Campeonatos Pan-Americano e Sul-Americano de Ginástica, pela primeira vez incluindo o Parkour no cronograma oficial. O formato será indoor, em ginásios, com a possibilidade de ampliar para o ambiente externo futuramente.
A ideia é manter o parkour no formato atual por enquanto, mas com metas de levar o esporte para as ruas até 2027, aproximando o público da prática e fortalecendo a identidade da modalidade.
Bianca Tavares: destaque da edição inaugural
Representando o Fluminense, Bianca Tavares foi a grande protagonista ao conquistar ouro no Speed, com 22,342 segundos, e no Freestyle, com 14,800 pontos. Ela deixou clara a transição da ginástica para o parkour sob orientação do técnico Gustavo.
Bianca, única atleta da modalidade no clube, teve apoio institucional durante a disputa. O balanço do evento foi positivo para a atleta e para a consolidação da prática no cenário brasileiro.
Panorama da modalidade e debates
O parkour nasceu na França como treino de deslocamento eficiente, com foco em domínio corporal e mental. Desde 2018, sob a tutela da FIG, a modalidade enfrentou resistência de parte da comunidade esportiva.
A FIG mantém a gestão com apoio do COI, promovendo Mundiais e Copas. No Brasil, há reconhecimentos crescentes sobre o potencial da parceria entre atletas, clubes e entidades nacionais.
Olhar para o futuro
A Federação, atletas e clubes avaliam impactos da institucionalização para a evolução do esporte. Se as competições obedecerem à identidade do parkour, as perspectivas são de maior visibilidade e oportunidades internacionais.
Entre na conversa da comunidade