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Estrutura e financiamento dos esportes de neve no Brasil

Cob, CBDN e CBDG financiam atletas tropicais com Lei Agnelo/Piva e Bolsa Atleta, mas enfrentam altos custos logísticos e necessidade de treinos no exterior

Time Brasil terá 12 atletas nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude Lausanne 2020
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  • O Brasil depende do trabalho conjunto do COB, Confederação Brasileira de Desportes de Neve (CBDN) e Confederação Brasileira de Desporto de Gravidade (CBDG) para financiar atletas de esportes de neve, com base na Lei Agnelo/Piva e na Bolsa Atleta.
  • A Lei Agnelo/Piva, recebendo repasses das loterias federais, viabiliza aquisição de equipamentos, treinadores e participação internacional, complementada pela Bolsa Atleta e pela Bolsa Pódio para atletas de alto rendimento.
  • A ausência de infraestrutura leva à compra centralizada de material, importação e uso de material de segunda mão, além de treinos no exterior para manter calendário competitivo.
  • O patrocínio privado é raro, mas pode ocorrer na forma de material ou apoiando atletas com apelo internacional, funcionando muitas vezes como modelo híbrido com o apoio institucional.
  • Exemplos recentes mostram impactos da estrutura: Nicole Silveira alcançou 13º lugar em Pequim 2022 e ganhou medalha na Copa do Mundo 2024–25; Jaqueline Mourão tem trajetória olímpica sustentada; Lucas Pinheiro Braathen elevou a visibilidade do esporte; Zion Bethonico destacou-se no snowboard cross da Juventude de Gangwon 2024.

O Brasil enfrenta desafios únicos nos esportes de inverno, dependente de uma estrutura de apoio entre COB, CBDN e CBDG para o desenvolvimento e financiamento. A Lei Agnelo/Piva e a Bolsa Atleta são pilares, oferecendo recursos para preparo e equipamentos. A falta de infraestrutura local leva a soluções criativas, como uso de material de segunda mão e treinos no exterior.

Apesar dos avanços, o cenário ainda é desafiador. O patrocínio privado continua restrito, e o custo logístico de competir fora do país, muitas vezes por meses, exige gestão administrativa eficiente aliada ao desempenho esportivo. A combinação de fatores determina a competitividade brasileira.

Estrutura de suporte e fontes de financiamento

A base de financiamento vem das loterias federais, repassadas ao COB e redistribuídas a confederações para aquisição de equipamentos, treinadores e participação internacional. A Bolsa Atleta sustenta custos diários, enquanto a Bolsa Pódio amplia previsibilidade de ciclo.

Incentivos fiscais e patrocínio privado

A Lei de Incentivo ao Esporte permite direcionar parte do imposto a projetos aprovados, quando há planejamento e prestação de contas sólida. Em esportes de inverno, isso costuma ocorrer em seleções e centros de treinamento. Patrocínios privados, embora menos comuns que no verão, existem e podem complementar o orçamento com material.

Aquisição e manutenção de equipamentos

Esquis, pranchas, ceras, botas, lâminas, trenós e uniformes exigem importação, homologação e ajustes finos. Compra centralizada facilita distribuição conforme critérios técnicos, enquanto parcerias trazem material de transição para etapas formativas.

Logística internacional

A negação de neve permanente no Brasil desloca treino e competição para a Europa e a América do Norte. Parte do equipamento pesado permanece no exterior para reduzir custos e desgaste, com centros de treinamento relacionados. O rollerski funciona como ponte técnica para modalidades de endurance.

Cenário recente e exemplos

Resultados do Brasil refletem maior profissionalização e planejamento de temporadas. Nicole Silveira alcançou 13º em Pequim 2022 e, em 2024–25, conquistou primeira medalha de Copa do Mundo na temporada. Jaqueline Mourão soma cinco participações olímpicas, sustentando o ciclo com bolsas. Lucas Pinheiro Braathen elevou a visibilidade com patrocínios globais.

Custos operacionais invisíveis

Trenó e peças de reposição variam conforme pista e temperatura, impactando tempos. Taxas de importação exigem planejamento para evitar atrasos em etapas. Trajes e componentes aerodinâmicos reduzem arrasto e podem definir resultados por centésimos.

Papel das confederações

CBDN e CBDG coordenam um alto rendimento que depende de repasses, bolsas, incentivos fiscais e acordos técnicos. A logística internacional, aliada a gestão financeira, transforma recursos limitados em calendário competitivo. A governança aparece como elemento central para a continuidade da presença brasileira no inverno.

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