- Pesquisa, intitulada “Experiências de Mulheres com assédio sexual no esporte feminino de elite no Reino Unido”, teve 260 respondentes de várias funções, como administradoras, treinadoras, atletas e profissionais de mídia e saúde.
- Nos últimos cinco anos, 88% das participantes relataram ter sido alvo de ao menos uma forma de conduta sexual inadequada; 87% apontaram assédio e 40%, agressão sexual; cinco pessoas (2%) disseram terem sido raped in contexts fora do local principal de trabalho.
- O estudo mostrou que três dos seis casos de estupro relatados envolveram pessoas que se identificaram como discapacitadas, com taxas de abuso mais altas entre esse grupo.
- Em 93% dos relatos onde houve percepção de conduta inadequada, o agressor foi sempre ou, na maioria, do sexo masculino.
- Sobre respostas institucionais, apenas 38% tinham visão positiva sobre a atuação de entidades reguladoras e 46% sobre os empregadores, com 26% sem opinião; a pesquisadora ressalta impactos legais e de reputação para organizações que não mitigam riscos.
No Reino Unido, uma pesquisa publicada na quarta-feira revela um problema significativo de segurança sexual para mulheres que atuam no esporte de elite. A coleta online contou com 260 participantes, conectadas à Women’s Sport Collective, incluindo administradoras, treinadoras, atletas, produtoras de TV, advogadas e fisioterapeutas. A maioria relatou experiências no período de cinco anos.
Resultados da pesquisa
88% disseram ter sido alvo de ao menos uma forma de comportamento sexual inadequado. Entre elas, 87% relatou assédio e 40% indicou agressão sexual. O estudo divide a conduta em assédio, agressão e estupro, com dados que evidenciam gravidade e diversidade de casos.
Grupos mais impactados e padrões
Três dos seis casos de estupro reportados envolveram pessoas que se identificaram como com deficiência. A amostra de pessoas com deficiência foi de 19, com taxas de abuso bem mais altas que outros grupos. Cerca de 93% dos relatos apontaram o agressor como masculino.
Percepção sobre órgãos e empregadores
A percepção de resposta institucional foi desfavorável: apenas 38% aprovaram a atuação de órgãos reguladores e 46% aprovaram as atitudes de empregadores. Outros 26% não tinham opinião sobre o tema.
Implicações e próximos passos
A pesquisadora Lindsey Simpson destaca que números reforçam relatos já conhecidos, evidenciando impactos na atração de talento feminino e na construção de estruturas de poder mais equilibradas. O estudo aponta possíveis consequências legais, reputacionais e comerciais para organizações que não atuarem.
Desdobramentos esperados
Simpson espera que o relatório leve organizações a agir, com ações concretas de avaliação de risco e mitigação. A autora enfatiza a necessidade de validação das experiências de quem vivenciou a violência, para promover mudanças efetivas no esporte de elite britânico.
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