- Vagas para as provas de 50 m estilos serão definidas pela Copa do Mundo de 2027, com três etapas (uma para cada disciplina) e os seis melhores de cada prova garantem vaga direta para Los Angeles 2028.
- Haverá vagas adicionais, mas para disputá-las os atletas precisam se classificar em outras disciplinas ou revezamentos, além de atingir o índice para 50 m estilos.
- O nadador Nicholas Santos criticou o formato, dizendo que não seleciona os dois melhores por país e prejudica velocistas puros; também comentou sobre o interesse de eventos diferentes da Copa do Mundo.
- Cameron Van der Burgh anunciou retorno às competições quase sete anos após a aposentadoria, e Etiene Medeiros voltou a competir no Brasil após a mudança no programa olímpico.
- No Brasil, o ciclo rumo a Los Angeles 2028 é visto como difícil pela necessidade de renovação entre gerações, com apontada falta de estruturas públicas para natação e remuneração baixa no esporte.
A natação mundial recebeu com expectativa a inclusão das provas de 50m estilos no programa olímpico. No entanto, a definição das qualificações para Los Angeles 2028 gerou dúvidas entre atletas e técnicos, após a divulgação dos critérios pela World Aquatics e pelo COI. A novidade é um desvio do modelo das demais disciplinas.
O nadador brasileiro Nicholas Santos criticou o formato adotado. Segundo ele, a vaga direta ficará dependente de uma seletiva na Copa do Mundo de 2027, com três etapas (peito, costas e borboleta) e apenas os seis melhores de cada prova avançando. A crítica é de que o método favorece a avaliação mundial e pode excluir veteranos.
Além da Copa do Mundo, serão abertas vagas adicionais, mas apenas quem já tenha índice em outra prova ou em revezamentos poderá competir por elas. A leitura de Santos é de que o formato prejudica velocistas que atuam quase exclusivamente nos 50m, dificultando planejamento nacional.
Formato de qualificação
De acordo com as informações divulgadas, as provas de 50m terão eliminação em fases da Copa do Mundo de 2027. A partir daí, seis classificados por prova vão a Los Angeles 2028. A mudança chamou atenção por não seguir o critério comum de índices por país.
O veterano afirmou que o modelo incentiva uma competição antecipada e pode criar barreiras para atletas com foco específico nos 50m. Ele ressaltou que o formato não seleciona os dois melhores por país, mas os seis melhores do mundo, o que, na visão dele, pode reduzir o planejamento a longo prazo.
Voltas ao cenário competitivo
A aposta de mudanças no programa estimulou retornos de figuras veteranas. O sul-africano Cameron Van Der Burgh anunciou que voltará à competição quase sete anos após a aposentadoria, em meio ao novo formato. No Brasil, Etiene Medeiros também indicou retorno aos tatames de alto rendimento.
Nicholas Santos, aos quase 46 anos, mantém atividade em provas master e atua como empreendedor. Questionado sobre um retorno ao cenário internacional, ele disse que não é impossibilidade, mas que exigiria mais tempo dedicado à natação para alcançar o auge novamente.
Natação brasileira rumo a Los Angeles 2028
O ciclo até LA 2028 começou com posicionamento desfavorável para o Brasil, que ficou sem medalhas no Mundial de Esportes Aquáticos de 2025. O desempenho ficou marcado pela pouca presença em finais, com destaque para o jovem Guilherme Caribé.
Para Santos, o principal desafio está na renovação geracional do esporte no país. Ele apontou a carência de estruturas públicas de natação e a remuneração baixa como entraves à formação de novos atletas, além da necessidade de investir mais em base.
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