- Aryna Sabalenka e Elena Rybakina vão à final do Australian Open, repetindo a decisão de três anos atrás; ambas não perderam sets até aqui.
- Rybakina depende mais do saque, anotou 41 aces no torneio; Sabalenka investiu em variação de ritmo e velocidade. Já houve 14 confrontos entre elas, com oito vitórias de Sabalenka.
- Rybakina pode mirar o top três do ranking após vitórias seguidas desde outubro; Sabalenka busca o quinto Grand Slam, todos na quadra dura.
- No lado das duplas, Luísa Stefani e Gabriela Dabrowski foram eliminadas por Danilina e Krunic, após erros no tiebreak e devoluções fortes das adversárias.
- No masculino, Alcaraz x Zverev e Sinner x Djokovic disputam as semifinais, com possibilidades de marcas históricas na Era Aberta.
Ninguém jogou melhor na chave feminina do Australian Open do que Aryna Sabalenka e Elena Rybakina. As duas chegam à final repetindo a luta disputada há três anos, quando a bielorrussa conquistou o primeiro Grand Slam. Até aqui, nenhuma perdeu set.
Personalidades distintas em quadra: Sabalenka é emotiva e barulhenta; Rybakina, introspectiva e de poucas palavras. Elas já se enfrentaram 14 vezes, com oito triunfos da líder do ranking. O último confronto foi vencido pela cazaque no Finals de Riade, acendendo a expectativa.
Rybakina ainda depende mais do saque inicial, anotou 41 aces no torneio contra 22 de Sabalenka, com o primeiro saque em 74% de aproveitamento. Sabalenka, por sua vez, investiu em ritmo variado e trocas de velocidade para ampliar suas opções.
A vitória sobre Elina Svitolina mostrou o estilo agressivo de Rybakina, que não deu espaço para a ucraniana respirar e busca o quinto Grand Slam, todos na quadra dura. A atleta tem oito finais de Slam, com a chance de igualar Evonne Goolagong e Martina Hingis em Melbourne.
Desafios para Zverev e Djokovic
Carlos Alcaraz enfrenta nesta madrugada o vice-campeão de 2022, Alexander Zverev, buscando a primeira final de Grand Slam que falta. Jannik Sinner encara Novak Djokovic, recordista de títulos em Melbourne, em fim de madrugada.
Desde 1968, cabeças de chave 1 e 2 já caíram juntos apenas quatro vezes em semifinais, três em Melbourne. A estatística reforça a expectativa do confronto entre Alcaraz e Zverev, com o espanhol favorito pelas atuações recentes.
Sinner pode tornar-se o primeiro a vencer seis vezes consecutivas diante de Djokovic, numa sequência que vem desde 2023 e inclui a semifinal de 2024 no Australian Open. Djokovic pode tornar-se o finalista mais velho da história do torneio, aos 38 anos.
Stefani adia sonho e Guto mira semi
A campanha de Luísa Stefani e Gabriela Dabrowski no Australian Open terminou diante de Anna Danilina e Aleksandra Krunic. Two break-points perdidos no fim do primeiro set comprometeram o tiebreak, e a parceira brasileira não segurou as devoluções no set decisivo.
Danilina/Krunic seguem para enfrentar Elise Mertens e Shuai Zhang, que buscam o primeiro Slam da dupla combinada. Mertens tenta o sexto Slam de duplas; Zhang soma dois majors, incluindo o Australian Open de 2019.
No tênis brasileiro, Guto Ribeiro Miguel permanece vivo e avança às quartas de final ao vencer Ntungamili Raguin. O goiano enfrenta o esloveno Ziga Sesko, após demonstrar superioridade com mais acertos no jogo.
E mais
Se Alcaraz e Sinner vencerem hoje, será a primeira vez na Era Aberta que dois cabeças 1 e 2 chegam a cinco finais seguidas em um Slam. O histórico confirma que apenas Djokovic-Murray e Djokovic-Nadal já disputaram finais em todos os quatro majors.
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